Fireshot: Plugin para Screenshots

Além de achar o bug o Tester deve comprovar a existência do mesmo. E nesta hora um recurso muito usado é a captura da tela, que nunca mais será a mesma com o uso do FireShot.

O FireShot é um excelente plugin, disponível para o Firefox e para o IE, cuja principal função é o screenshot. Mas agora você pode está se perguntando: para que instalar um plugin se eu tenho a tecla “Print screen”?

Com o FireShot além de capturar a parte visível da tela, você ainda pode capturar a página inteira e editá-la, utilizando recursos como:

  • Edição do screenshot;
  • Adição de anotações;
  • Fazer desenhos estilo Paint;
  • Salvar nas extensões bmp, gif, jpeg e png;
  • Enviar por e-mail;
  • Fazer upload do screenshot.

E tudo isso sem pagar um centavo, o FireShot pode ser obtido gratuitamente nos seguintes links:

Versão para Firefox: https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/5648

Versão para IE: http://screenshot-program.com/fireshot_ie_install.zip

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Construindo um ambiente virtual (parte3)

Chegamos a terceira e última parte deste tutorial, aqui iremos instalar o Ubuntu 8.04 Hardy Heron, mas antes disso vamos entender melhor a interface web do VMS, chamada de VI Web Access.

Na primeira parte deste tutorial, foram citadas as funcionalidades que podem ser utilizadas no VI Web Access. Agora vamos conhecer um pouco melhor algumas dessas funcionalidades:

  • Inventory: apresenta a máquina Host e as VMs que podem ser acessadas;
  • Virtual Machine Workspace: quando uma VM é selecionada no painel Inventory, o workspace da VM apresenta informações dela, sendo dividido em abas:
    • Summary: traz informações de configuração, desempenho e status. Aqui você pode também modificar as configurações da VM;
    • Console: Permite que você controle diretamente a VM;
    • Tasks: mostra as tarefas que os usuários executaram na VM;
    • Events: mostra os eventos ocorridos na VM;
    • Permissions: apresenta e permite a configuração das permissões da VM.
  • Na parte inferior da página é apresentado um histórico das últimas tarefas realizadas.
  • Na parte superior da página está localizado os botões para parar, pausar, iniciar e restaurar a VM.

Plugin VMware Remote Console

Ao clicar na aba console nos deparamos com a seguinte tela:

Para instalar o plugin, basta clicar em “Install plug-in”, a instalação é bem rápida. E logo após a instalação o console já poderá ser usado, clicando nele o VMware Remote Console será aberto.

OBS.: O Firefox 3, até a data deste tutorial, não tem suporte a esse plugin.

Conhecendo o VMware Remote Console (VMRC)

É através do VMRC que acessamos diretamente a nossa máquina virtual.

Nele temos as opções de reiniciar, suspender, e desligar a VM e também podemos habilitar/desabilitar os devices. Uma vez no VMRC todo input será feito na VM, para voltarmos ao Host apertamos as teclas Ctrl+Alt.

Por que o Ubuntu?

Atualmente, o Ubuntu é uma das distribuições Linux que mais vem crescendo em números de usuários nos últimos anos, devido a quatro fatores básicos:

  • Facilidade de instalação: Através do LiveCD do Ubuntu, você consegue instalar facilmente o Ubuntu em qualquer computador e a versão 8.04 ainda traz uma nova funcionalidade, a instalação do Ubuntu dentro do próprio Windows, sem a perda de qualquer arquivo e sem mudar nenhuma configuração, a não ser o boot.
  • Reconhecimento de hardware e periféricos: quase sempre ao ser instalado, o Ubuntu reconhece todo o hardware da sua máquina, instala os drivers corretamente e deixa tudo funcionando pra você.
  • Facilidade de instalação de softwares: o Ubuntu é derivado do Debian e por isso contém o apt-get, que é o gerenciador de pacotes. Com ele a instalação e atualização de programas é muito simples em comparação a outras distribuições que não fazem uso do apt-get.
  • Usabilidade: o Ubuntu tem uma interface gráfica limpa e agradável, na qual é possível realizar a maioria das configurações.

O Ubuntu pode ser obtido gratuitamente por três maneiras:

  • Por download: é a maneira mais simples, rápida e fácil de obter. Podendo ser feito nos seguintes sites:

http://www.ubuntu-br.org/download

http://www.ubuntu.com/getubuntu/download

  • CDs gravados (comunidade): No link abaixo é apresentada uma lista contendo o contato de usuários que estão distribuindo voluntariamente CDs do Ubuntu em todo o Brasil.

http://wiki.ubuntu-br.org/CDsNoBrasil

  • CDs gravados (ShipIt): A Canonical, empresa que patrocina o desenvolvimento do Ubuntu, possui um serviço de distribuição de CDs. Para receber o CD basta preencher um cadastro no site:

https://shipit.ubuntu.com/

Chega de embromação vamos a instalação!

A instalação do Ubuntu é uma tarefa tão simples (Next-Next) que nem precisava de um tutorial, mas como informação nunca é demais e sempre tem os marinheiros de primeira viajem, vou mostrar passo a passo a instalação do pingüim:

Logo que ligamos a VM, clicando no botão play, a tela abaixo será apresentada, onde selecionamos a opção “Instalar o Ubuntu”.

O primeiro passo é a escolha do idioma que será usado durante a instalação, escolhido o idioma clique em Avançar.

Escolha o fuso horário da sua cidade. Lembrando que a hora pode ser ajustada depois da instalação.

Terceiro passo, a escolha do modelo do seu teclado, caso tenha alguma dúvida faça o teste no campo editável.

Chegamos num momento de tensão, o particionamento do disco, mas não tenha medo o seu HD não será particionado, lembre-se que vamos utilizar o disco virtual, criado no momento da criação da nossa VM, portanto é só selecioná-lo e clicar em Avançar.

Agora é a hora de definir o nome do usuário e a sua senha, lembrando que com esse usuário e senha que você fará login no Ubuntu. Sendo, que esse usuário é apenas um usuário avançado e não o usuário root. O Ubuntu, por questão de segurança, vem com o usuário root desabilitado, para habilitá-lo basta digitar o seguinte comando no terminal:

$ sudo passwd root
password: (digite a senha criada da instalação)
New Password Unix: (digite a senha que será do root)
Repeat Password Unix: (repita a senha que será do root)

A seguir, são apresentadas as configurações do seu novo sistema operacional. Clique em Instalar para iniciar a instalação do Ubuntu.

O processo de instalação demora em torno de 30 minutos, nesse tempo você pode ir fazer outra coisa tranqüilo, pois diferente do Windows o Ubuntu não faz nenhuma pergunta durante a instalação.

Terminada a instalação, precisamos reiniciar o computador para começar a usar o Ubuntu.

Após ter reiniciado o sistema, já podemos nos divertir no nosso novo sistema. Lembrando que você pode acessar a VM de qualquer outro computador da rede, bastando digitar o IP do Host e a porta do VMS, no nosso caso a porta é a 8308.

Espero que vocês tenham gostado do primeiro tutorial do QualidadeBR. Qualquer sugestão, crítica ou dúvida, sintam-se à vontade!

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Construindo um ambiente virtual (parte2)

Na primeira parte deste tutorial instalamos o VMware Server (VMS), agora iremos para a parte mais divertida, a criação da VM.

O que aconteceu com o logon do Windows?

Para quem usa a troca rápida de usuário, uma das primeiras mudanças que pode ser notada é justamente a maneira do logon do Windows, com a instalação do VMS a opção de troca rápida de usuário fica desativada, portanto o logon vai ser com a tela de boas-vindas.

Acessando a interface Web

Para acessar o VMS, você pode clicar no atalho criado na instalação ou digitar o endereço no seu browser (http://127.0.0.1:8308/ui/). Caso não apareça a dela de login verifique se os serviços do VMS foram iniciados:

  1. Acesse o Executar (tecla “Windows” + R);
  2. Digite “services.msc” (sem as aspas) no Executar;
  3. Inicie os serviços do VMS (figura abaixo), é recomendável deixar automático a inicialização de tais serviços.

No login utilize os mesmos dados do login do Windows.

Passo 1 – Nome e local da VM

No menu a direita (Commands) clique em ” Create Virtual Machine”, a tela abaixo aparecerá, na qual será feita a escolha do nome e do datastore da VM, que nada mais é do que o local onde os arquivos da sua VM ficarão. Escolha o datastore “standard”, que foi criado já na instalação da VMS e clique em “Next”.

OBS.: Caso você deseje renomear um datastore ou criar um novo, basta selecionar o datastore no menu Datastores e depois no menu Commands haverá as opções de configuração do datastore.

Passo 2 – Sistema Operacional

O próximo passo é a especificação de qual sistema operacional será instalado na VM, no nosso caso escolha a opção “Linux operating system” e no combo box da “Version” selecione Ubuntu Linux (32-bit), que será o sistema operacional que iremos instalar.

Passo 3 – Memória e Processador

Após clicar em “Next”, a tela abaixo será apresentada, onde é feita a configuração da quantidade de memória e de processadores que a VM utilizará. Configure de acordo com a capacidade da sua máquina, busque sempre configurar de acordo com a sua necessidade, lembrando que no meu caso eu estou dividindo metade da minha RAM entre a VM e o Host.

Passo 4 – Capacidade de Armazenamento

Agora vamos configurar o tanto de HD que a nossa VM terá. Podemos criar um disco virtual, usar um disco virtual já existente ou não adicionar um disco virtual. Vamos escolher a opção “Create a New Virtual Disk”, para criar um disco virtual, depois clique no botão “Next”.

Na configuração do disco virtual definimos a capacidade dele e o seu diretório. Também há outras opções que não iremos modificar:

  • File Options – especifica como será a alocação do disco, onde podemos alocar o espaço todo de uma vez ou dividir em arquivos de 2GB;
  • Disk Mode – se as mudanças são salvas permanentemente, como um disco rígido normal, caso marcado a opção “Persistent” ou se ele altera de acordo com as Snapshots descartando as mudanças a cada reinicio ou desligamento caso marcado a opção “Nonpersistent”;
  • Virtual Device Node – qual o tipo do disco (IDE/SCSI) e qual device;
  • Policies – oferece a opção de otimizar o disco em busca de segurança ou desempenho.

Passo 4 – Adaptador de Rede

Uma das etapas mais importantes é a configuração da rede virtual. Aqui selecionamos “Add a Network Adapter” para que a nossa VM possa se conectar à rede.

O VMS oferece três maneiras de conexão com à rede:

  • Bridged: conecta a VM à rede usando a rede do Host. Esta é a opção mais fácil se o computador Host estiver em uma rede. A VM receberá um IP próprio e será visível para todos os computadores da rede.

  • HostOnly: cria uma conexão direta com o Host, como tivesse um cabo cross-over conectando a VM com o Host. É uma boa opção se o interesse é isolar a rede virtual.

  • NAT: conecta a VM à rede usando o IP do Host. É um modo fácil para acessar a Internet, porém não dá acesso à rede externa. Não sendo uma opção para um servidor, já que os computadores da rede não têm acesso a VM.

Para a nossa VM escolhemos o modo de conexão Bridged e marcamos o check box para que ela se conecte à rede ao ligar.

Passo 5 – Drive de CD/DVD

Escolhemos a opção “Use a Physical Drive”, para que possamos utilizar o drive de CD/DVD do Host e clicamos em “Next”. A opção “Use an ISO Image” é interessante, caso queria instalar o Sistema Operacional através de uma ISO.

Aqui escolhemos a unidade que está o drive de CD/DVD e marcamos o check box para que ele possa está acessível ao ligar a VM. Aqui também podemos configurar o tipo de adaptador e o device.

Passo 6 – Drive de Disquete

Caso você tenha um drive de disquete, marque a opção “Use a Physicak Drive”, caso contrário a “Don’t Add a Floppy Drive” e clique em “Next”.

Aqui selecionamos a unidade em que está o drive de disquete e marcamos a opção de ativá-lo ao ligar.

Passo 7 – Controlador USB

Selecionamos a opção “Add a USB Controller”, para que a nossa VM tenha acesso a dispositivos USB e clicarmos em “Next”.

Agora a nossa VM já está configurada, verificamos as configurações e clicamos em “Finish”.

Pronto! Já temos uma máquina virtual, porém ela está sem sistema operacional. Mas a instalação do Ubuntu será apresentada só na próxima parte do tutorial. Até lá!

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Fonte:

VMware Server Users Guide, obtido no site da VMware

Construindo um Ambiente Virtual (parte1)

No artigo anterior, falei sobre Virtualização e como ela pode ser uma boa alternativa para a criação de ambientes de teste. Agora irei colocar a mão na massa, explicando passo a passo a construção de uma máquina virtual (Virtual Machine – VM), utilizando o VMware Server 2.0 (beta) para a sua criação, que pode ser obtido gratuitamente no link abaixo:

http://www.vmware.com/download/server/

Muito prazer! Eu sou o VMware Server!

Ele tornou-se gratuito desde 12 de junho de 2006 e é voltado ao uso em servidores de pequeno e médio porte. Sua principal diferença, comparado às outras ferramentas de Virtualização, é que o VMware Server roda remotamente, e é acessado através de uma interface de administração via web (chamada de VMware Infrastructure Web Access, ou VI Web Access), onde você pode:

  • Criar, configurar e deletar VMs;
  • Adiciona e remover VMs do inventory;
  • Iniciar, parar, restartar, suspender ou voltar as VMs;
  • Monitorar a operação das VMs;
  • Interagir com os sistemas que estão rodando nas VMs;
  • Gerar linhas de comando que permitam que usuários interajam diretamente com sistema operacional convidado, usando o VMware Remote Console;
  • Criar atalhos Web para os usuários das máquinas virtuais, com opções para limitar a visualização do console ou visualizar apenas uma VM;
  • Configurar as opções de virtualização.

Há algumas limitações, mas que não afetam a grande maioria dos usuários, como o suporte de até 8 GB de memória RAM e de 950GB de HD (tanto IDE quanto SCSI) e de no máximo 4 máquinas virtuais por processador.

Arquitetura do servidor com 4 máquinas virtuais (retirada do Data Sheet do VMware Server)

Instalando o VMware Server

Os requisitos mínimos para a instalação do VMware Server é um processador de 733MHz e 512MB de RAM, o sistema operacional pode ser tanto Windows, do 2000 para cima, quanto Linux (Red Hat, SUSE, Ubuntu, Mandriva, Mandrake, etc). Vou instalar o VMware Server em um Athlon 64 3000+ (2.00 GHz) com 512MB de RAM rodando o Windows XP (SP2).

Antes de instalarmos o VMware Server precisamos de uma serial, que pode ser obtida gratuitamente no site da VMware, bastando para isso preencher um cadastro(http://www.vmware.com/beta/server/registration.html).

A instalação do VMware Server é bem simples, na figura abaixo vemos a tela de início da instalação, basta clicar em “Next”.

Após a tela de acordo da licença aparecerá a tela abaixo, onde pode-se mudar o local de instalação do VMware Server.

Na tela seguinte podemos alterar as configurações do servidor. O diretória onde ficará os arquivos da máquina virtual. O nome do domínio, utilizado para criar o atalho no desktop que abre o VI Web Access. A porta HTTP é a porta que você acessa a interface Web localmente e a HTTPS é utilizada para o acesso remoto, é recomendado que seja deixado as configurações padrões. E abaixo, há um checkbox que caso esteja marcado, permitirá o início e a finalização automaticamente das máquinas virtuais com o sistema. Após, configurada todas as opções, basta clicar no botão “Next”.

Depois da escolha dos atalhos a serem criados, a tela abaixo será apresentada, na qual clicamos em “Install” para iniciar a instalação do VMware Server.

Terminada a instalação é hora de registrar a ferramenta, no campo editável “Serial Number” inserimos o serial, obtido anteriormente no site da VMware. E clicamos no botão “Enter”.

Pronto! Já temos o VMware Server instalado. Agora vamos para a parte mais divertida, a criação da máquina virtual. Mas só na segunda parte deste tutorial. Até lá!

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Fonte:

VMware Server Users Guide, obtido no site da VMware

Ambientes de Teste Virtuais

Uma das fases do processo de teste é a preparação, cujo principal objetivo é a montagem do ambiente de teste. O que necessita muitas vezes de novos investimentos em infra-estrutura. Neste momento, a Virtualização aparece como uma boa alternativa para a criação de ambientes de testes virtuais.

A Virtualização é uma das tecnologias que mais se tem falado nos últimos anos. Se caracteriza pela capacidade de executar vários sistemas operacionais em um único hardware, fazendo  uso  de máquinas virtuais.

Uma máquina virtual (Virtual Machine – VM) pode ser definida como uma duplicata eficiente e isolada de uma máquina real (Popek and Goldberg).

E todo o barulho que se faz em torno da Virtualização tem um motivo, os seus benefícios:

  • Otimização do hardware: para se ter uma idéia, muitos Data Centers estãorodando apenas 10% ou 15% da sua capacidade de processamento. Em outras palavras, 85% ou 90% do poder da máquina não está sendo usado [1].
  • Economia de energia e espaço físico: um bom exemplo é a IBM que recentemente divulgou que trocará 4 mil servidores de pequeno porte por 30 mainframes Linux, rodando máquinas virtuais. Ou seja, o espaço físico necessário será bem menor, portanto o gasto com a refrigeração e com o próprio consumo de energia resultará em uma melhor eficiência energética.
  • Facilidade de administração: com a redução no número de máquinas físicas a administração delas será facilitada, afinal é muito mais fácil administrar 30 mainframes do que 4 mil servidores.

Como podemos perceber, a virtualização do ambiente de teste é uma alternetiva interessante, principalmente em projetos de curto prazo, devido a facilidade de montagem e desmontagem de ambientes virtuais. E as ferramentas de Virtualização existentes atualmente no mercado, criam arquivos de imagem das máquinas virtuais, então caso uma aplicação tenha que ser retestada, a montagem do ambiente de teste será muito mais fácil e ágil, já que precisamos apenas “subir” a máquina virtual.

A criação de ambientes virtuais só não é recomendada para os testes de desempenho, pois não trará resultados reais, caso a arquitetura do projeto não faça uso de máquinas virtuais.

No próximo artigo, iniciarei um tutorial sobre a construção de uma máquina virtual Linux utilizando o VMware Server. Até lá!

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Fonte:

[1] Golden, B; Scheffy, C. Virtualization For Dummies Sun and AMD Special Edition. Indianapolis, Wiley Publishing, 2008.

FURPS+

FURPS+ é um sistema para a classificação de requisitos, o acrônimo representa categorias que podem ser usadas na definição de requisitos, assim como representa atributos de Qualidade de Software, sendo ele parte do Rational Unified Process (RUP):

Functionality (Funcionalidade) – representa todo aspecto funcional do software, ou seja seus requisitos. É uma categoria com diversas subcategorias que variam de acordo com a aplicação. Sua medição considera, principalmente, o cumprimento dos requesitos especificados.

Usability (Usabilidade) – é o atributo que avalia a interface com o usuário. Possui diversas subcategorias, entre elas: prevenção de erros; estética e design; ajudas (Help) e documentação; consistência e padrões.

Reliability (Confiabilidade) – refere-se a integridade, conformidade e interoperabilidade do software. Os requisitos a serem considerados são: freqüência e gravidade de falha; possibilidade de recuperação; possibilidade de previsão; exatidão; tempo médio entre falhas (MTBF).

Performance (Desempenho) – avalia os requisitos de desempenho do software. Podendo usar como medida diversos aspectos, entre eles: tempo de resposta, consumo de memória, utilização da CPU, capacidade de carga e disponibilidade da aplicação.

Supportability (Suportabilidade) – os requisitos de suportabilidade agrupam várias características, como: testabilidade, adaptabilidade, manutenibilidade, compatibilidade, configurabilidade, instalabilidade, escalabilidade, localizabilidade entre outros.

O “+” do acrônimo engloba outros requisitos não-funcionais que devem ser lembrados:

  • Requisitos de design (desenho) – Um requisito de design, freqüentemente chamado de uma restrição de design, especifica ou restringe o design de um sistema. Exemplos podem incluir: linguagens de programação, processo de software, uso de ferramentas de desenvolvimento, biblioteca de classes, etc.
  • Requisitos de implementação – Um requisito de implementação especifica ou restringe o código ou a construção de um sistema. Como exemplos, podemos citar:
    • padrões obrigatórios;
    • linguagens de implementação;
    • políticas de integridade de banco de dados;
    • limites de recursos;
    • ambientes operacionais.
  • Requisitos de interface – especifica ou restringe as funcionalidades inerentes a interface do sistema com usuário.
  • Requisitos físicos – especifica uma limitação física pelo hardware utilizado, por exemplo: material, forma, tamanho ou peso. Podendo representar requisitos de hardware, como as configurações físicas de rede obrigatórias.

FURPS+ (retirada de Rational Library)

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Fonte:

Rational Unified Process

Rational Library

Peter Eeles (Process Consultant for IBM Rational)

Teste Estrutural (White Box) X Teste Funcional (Black Box)

Os testes de software são divididos em dois tipos:

Teste Estrutural: garantem que os softwares e os programas sejam estruturalmente sólidos e que funcionem no contexto técnico onde serão instalados [1]. Também conhecido como testes de White Box (Caixa Branca).

Teste Funcional: garantem o atendimento aos requisitos, ou seja, que os requisitos estão corretamente codificados [1]. Também conhecido como testes de Black Box (Caixa Preta).

Cada tipo de teste traz consigo diversas técnicas, sendo ela o processo que assegura o funcionamento adequado de alguns aspectos do sistema ou da unidade. Abaixo cito algumas destas técnicas, de acordo com o tipo de teste:

  • Técnicas de Teste Estrutural
    • Testes de carga;
    • Testes de conformidade;
    • Testes de desempenho (performance);
    • Testes de estresse;
    • Testes de execução;
    • Testes de operação;
    • Testes de recuperação (contingência);
    • Testes de segurança;
    • Testes de sobrevivência.
  • Técnicas de Teste Funcional
    • Teste de controle;
    • Teste de interconexão;
    • Testes paralelos;
    • Testes de requisitos;
    • Testes de regressão;
    • Testes de suporte manual;
    • Testes de tratamento de erros.

As técnicas de Testes Estruturais buscam garantir que o produto seja estruturalmente sólido e que funcione corretamente, o foco dos testes é averiguar o comportamento do sistema em determinadas situações. Já as técnicas de Testes Funcionais objetivam garantir que os requisitos e as especificações do sistema tenham sido atendidos, o foco dos testes é justamente a comparação do que foi planejado com o que foi produzido.

Em próximos artigos estarei detalhando cada uma das técnicas de testes, citadas aqui. Até lá!

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Fonte:

[1] Bastos, A.; Rios, E.; Cristalli, R. & Moreira, T. Base de conhecimento em teste de software. São Paulo, Martins Fontes, 2007.