Testing Day III

O pessoal do Sul está mandando ver nesse mês de setembro, mais um evento será realizado, e pela grade me parece ser muito bom.

O Testing Day é uma iniciativa de compartilhar conhecimento, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), as empresas Dell Computadores do Brasil, HP Brasil, Stefanini IT Solutions e Zero-Defect Test House, se uniram para promover o intercâmbio de informações e experiências na área de Teste de Software entre a academia e as empresas envolvidas no processo de desenvolvimento, a fim de gerar debates e fomentar o progresso da área.

A terceira edição do evento ocorrerá no dia 14/09/2010 das 13:00 às 21:30, no Auditório da Faculdade de Informática (Prédio 32 – Térreo) da PUCRS.

Maiores informações podem ser obtidas no site oficial do evento:

http://www.pucrs.br/eventos/testingday

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

3° Seminário Catarinense de Qualidade e Teste de Software

O 3° Seminário Catarinense de Qualidade e Teste de Software será sediado em Blumenau, na FURB. O evento está sendo oferecido pela Qualister, empresa que atua na área de Qualidade e Teste de Software e com apoio da ALATS.

O seminário irá ocorrer nos dias 17 e 18 de setembro de 2010. Maiores informações podem ser obtidas no site oficial:

http://www.scqts.com.br/

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Teste de Desempenho/Carga/Stress

A 29ª Mesa Redonda do DFTestes foi sobre “Teste de Desempenho/Carga/Stress”. A discussão teve 4 respostas e 3 participantes, sendo eles: eu, Felipe Silva e a Vivian Lagares.

A seguir faço um resumo dessa mesa redonda, quem quiser ver a discussão na íntegra, é só acessar esse link.

Qual a diferença entre teste de desempenho, carga e stress?

Na minha opinião, tais testes têm como característica prover informações a respeito do sistema sob teste, diferente de outros que focam mais em buscar defeitos, mas cada um deles busca tipos de informações diferentes:

  • Teste de desempenho: busca extrair informações sobre o desempenho do sistema em cenários normais de uso;
  • Teste de carga: busca extrair informações sobre o volume de usuários, transações, etc o sistema suporta;
  • Teste de stress: busca extrair informações sobre quando o sistema não suporta a carga aplicada, sendo muito importante para saber estruturar e dimensionar a arquitetura do sistema e prover informações para escalar o sistema.

O Felipe Silva respondeu a questão dizendo:

Eu descreveria da seguinte forma:

-> Teste de desempenho: Testa e mede o desempenho do sistema em uma situação normal de uso, bem como quanto requer de recursos de hardware, tempo de espera entre as ações e transações, com base no cenário que se espera ter normalmente em produção (posso dizer um teste de benchmark?);
-> Teste de carga: Testa e mede a alteração no desempenho do sistema sob um volume maior de carga, um horário de pico por exemplo (uma carga máxima esperada que possa acontecer algum dia em produção);
-> Teste de stress: Buscar descobrir qual é o ponto em que o sistema já não suportaria mais, para descobrir o limite do sistema, a carga máxima suportada, diferente do teste de carga porque a carga não para de aumentar enquanto o sistema não “quebra” (pode ser um valor muitas vezes acima do esperado em um pico de uso).

O Felipe ainda colocou na mesa algumas questões relevantes ao tema.

Qual a melhor ferramenta pra teste de desempenho? e pra teste de carga? e pra teste de stress?

Ao meu ver uma melhor ferramenta não existe. O que existe são ferramentas boas para determinados contextos.

Exemplo:

  • JMeter para testar aplicações web;
  • SIPp para testar aplicações SIP.

Há várias outras ferramentas para realizar tais tipos de testes, desde pagas até free. É importante que o profissional conheça tais ferramentas, para que possa fazer o uso da que melhor encaixe para a sua demanda.

Alguém usa uma ferramenta diferente pra um desses três tipos de testes e uma outra ferramenta para outro destes três tipos de testes? (exemplo, ferramenta A para teste de carga e ferramenta B para teste de stress)

O meu conhecimento prático foi mais com testes de desempenho,carga e stress para aplicações SIP, e na ocasião usávamos uma mesma ferramenta para a realizações dos três tipos de testes.

Qual a importância e atenção é dado pelos stakeholdes nos últimos 3 projetos em que você atuou? Estes testes eram feitos? Eram valorizados? Quanto?

Nas primeiras entregas não era muito comum haver uma preocupação com a performance, e sim mais como o funcionamento do sistema em si. Mas depois houve um grande foco na performance do sistema, tanto que havia entregas onde o foco principal nosso era avaliar a performance.

Mas isso varia muito de sistema para sistema, e também do estágio que está o desenvolvimento, mas na empresa a performance sempre acaba sendo uma característica que necessita ser avaliada, tanto para avaliar a infraestrutura necessária ou avaliar ferramentas para definir o escopo do projeto, quanto para ir melhorando a performance das aplicações já comercializadas.

Na opinião do Felipe Silva:

Nos três último, apenas no último (que inclusive é outra empresa) que dão importância e muita, tem uma equipe até de outra empresa focada só neste tipo de teste, em todos outros anteriores só era feito quando estava no “contrato” que tal teste ia ser feito e ainda era fazer por fazer.

Testador funcional obrigatóriamente deve saber fazer este tipo de testes? Para os gestores: O melhor que dividir os recursos ou fazer com que todos saibam tudo?

Obrigatoriamente não, principalmente se na empresa há essa distinção entre funcional e não-funcional.

O melhor, mais uma vez dependerá do contexto que o gestor tem. Às vezes pode até ser melhor para o gestor terceirizar tais testes.

O Felipe Silva respondeu a pergunta dizendo:

Creio que não, se a pessoa só tem este papel. Na minha opinião sempre que possível o melhor é dividir, testes é uma área muito ampla, é impossível ser senior em tudo, mas saber um pouco da outra área é sempre bem vindo, fato.

A Vivian Lagares também colocou boas perguntas sobre o tema.

Quais são os passos para realizar um teste de carga e de performance?

Avaliar as ferramentas disponíveis -> Levantar os cenários que serão testados -> Preparar o ambiente de teste -> Executar os testes -> Monitorar os testes -> Relatar os resultados obtidos

O que devo fazer para começar a realizar estes tipos de teste?

Levantar quais são as necessidades de performance do sistema que será testado, pesquisar ferramentas que poderão te ajudar e avaliar o grau de importância de tais testes para o seu projeto.

Bem pessoal é isso. Continuem de olho na lista do DFTestes, pois sempre há assuntos bem interessantes lá.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

O melhor da semana 22/08 a 28/08

Pessoal,

No “o melhor da semana” de hoje :?, vou destacar dois posts que não diretamente relacionados ao Teste de Software, mas são bem importantes para a nossa vida. O primeiro são as 16 dicas de produtividade do Ricardo Jordão, com dicas realmente excelentes. Já o segundo é o post do Miguel Cavalcanti (ele junto com o Leo Kuba fazem o melhor videocast brasileiro que conheço!) com frases de reflexão baseados no texto do Pierre Schuramann.

Conhecimento a um clique, esse é o QualidadeBR. 🙂

Abraços! E tenham uma ótima semana!

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Quais as diferenças entre Analista de Qualidade e Analista de Teste?

O tema da 28ª Mesa Redonda DFTestes foi “Quais as diferenças entre Analista de Qualidade e Analista de Teste?”. A discussão teve 7 respostas e 7 participantes, sendo eles: eu, Ricardo Henrique, Felipe Silva, Adriano Martins, Bruno Rojo, Janaina Trilles e Luis Barros.

Abaixo segue o resumo (antes tarde do que mais tarde rs) dessa mesa redonda que teve como tema uma pergunta aparentemente simples, mas que costuma gerar confusões.

Quais as diferenças entre Analista de Qualidade e Analista de Teste?

Para o Ricardo Henrique a diferença é:

Analista de teste seria aquele envolvido especificamente na área de testes de software elaborando casos de testes e executando. Já o analista de qualidade seria aquela pessoa envolvida no trabalho que define um processo de desenvolvimento de software e depois certifica esse processo.

O Felipe Silva concordou com a diferença apresentada pelo Ricardo e levantou uma questão pertinente:

Eu concordo com você.

– Mas é realmente esse profissional que as empresas procuram quando abrem uma vaga para Analista de Qualidade?

Pergunto isso já vi várias vagas por ai com nome de Analista de Qualidade pedindo requisitos de Analista de Testes.

Alguém ai é Analista de Qualidade ou  participou de um processo seletivo destes? Caso sim, por favor compartilhe um pouco do que é esperado do profissional e quais seriam suas atividades do dia a dia.

Na minha opinião, a confusão já começa na distinção do que é Teste de Software e o que é Garantia de Qualidade do Software (SQA). O artigo do Fábio Martinho nos ajuda a perceber as diferenças e vai mais afundo nas diferenças entre Qualidade, Qualidade do Software e SQA.

Um agravante ainda, é que em empresas pequenas/médias, geralmente o profissional acaba exercendo algumas funções tanto de Analista de Qualidade, quanto de Teste.

Ao me ver, o Analista de Qualidade é um profissional da área de SQA, já o Analista de Teste é um profissional da área de Teste de Software.

O QAI faz essa diferenciação, tanto que há a Certified Software Quality Analyst (CSQA), para profissionais de SQA e a Certified Software Tester (CSTE), para profissionais de Teste de Software.

Resumindo, as atividades de uma Analista de Qualidade são diferentes da do Analista de Teste, portanto são cargos diferentes, embora seja comum a sobreposição de funções em muitas empresas.

O Adriano resumiu muito bem a diferença entre Analista de Teste e Analista de Qualidade dizendo:

Analista de Teste: Valida o produto
Analista de Qualidade: Valida o processo

O Luis Barros compartilhou uma experiência que ilustra a diferença entre o Analista de Teste e o de Qualidade:

Já fui Analista de Testes dentro de umas área de Qualidade.

Como “funcionava”:

Meu superior direto era o mesmo superior do Analista de Qualidade.

Mas eu trabalhava mesmo era envolvido no projeto de desenvolvimento, inclusive era auditado pelo meu colega ao lado.

De certa forma isso me ajudou bastante a amadurecer a disciplina dos processos que a empresa seguia, pois era assunto constante nas reuniões com nosso gerente. Mas os detalhes dos testes dos projetos acabavam sendo discutidos com outros gerentes.

Era estranho mas sempre se aproveita algo.

Bem pessoal é isso. Continuem de olho na lista do DFTestes, pois sempre há assuntos bem interessantes lá.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

O melhor da semana 15/08 a 21/08

Pessoal,

Após uma semana sem “o melhor da semana” (confesso que não li nada na semana retrasada, por falta de tempo), segue abaixo a lista com “o melhor da semana”, espero que gostem:

Conhecimento a um clique, esse é o QualidadeBR. 🙂

Abraços! E tenham uma ótima semana!

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Livro “Conversando sobre Teste de Software” está disponível

Pessoal,

Quem participa de listas de discussões sabe que algumas discussões produzem um conteúdo muito bom. Porém, o mesmo fica restrito aos participantes da lista e acaba sendo esquecido com o passar do tempo.

Pensando nisso e aproveitando as periódicas mesas redondas que ocorrem na lista do DFTestes. Aproveitamos o conteúdo delas para fazer um livro no formato ebook.

O livro em si ainda não está pronto (faltam apenas dois capítulos, que já estão em processo de revisão), mas os capítulos finalizados foram disponibilizados na web, em formato wiki. O link para acessar os capítulos é o seguinte:

http://3.ly/LivroDFTestes/

Esse primeiro livro está cobrindo as 10 primeiras Mesas Redondas DFTestes, sendo que os seguintes temas são abordados:

Esses capítulos não são simples resumos das mesas redondas (como os que faço aqui no blog), e sim textos cuja fonte principal são as mesas redondas, mas que também são baseados em grandes obras da literatura de Teste de Software e “temperados” com a experiência de profissionais que atuam na área de Teste de Software.

Então, se você atua na área de Teste de Software ou se interessa pelo assunto, esse livro poderá te ajudar nos estudos e a ter uma melhor compreensão dessa área tão fascinante.

Abraços!

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.