Certificações de Teste de Software, por que ter uma?

Lá vou eu novamente falar sobre certificações, sinceramente, esse é um assunto que eu já estou cansado de comentar e ouvir falar.

Mas um post do James Bach me colocou na parede, por assim dizer. Pois eu obtive a CTFL e recomendo as pessoas prestarem, e um dos meus planos futuro é tirar a CTAL.

Porém, após a leitura do post do James Bach eu fiquei meio surpreso, mesmo já sendo de esperar tal mentalidade, por assim dizer, do ISTQB. Afinal, as propagandas que vinculam em revistas internacionais, já são bem ao estilo “venha ser da elite do Teste de Software”, o que é claro é BESTEIRA.

Mas o pior não é essa mentalidade elitizada do ISTQB, e sim a mentalidade dos profissionais que buscam uma certificação. Pois, muitos deles vão na onda, e acreditam que tirando a CXYZ irão ser de uma elite de profissionais e/ou serão experts em Teste de Software.

Hoje em dia eu dou risada, ao pensar e constatar que há pessoas pensando desta maneira, pois já fiquei bravo sobre isso, e  é melhor dá risada para não chorar. Afinal, é uma GRANDE ilusão pensar que ao obter o certificado CXYZ você será O cara, principalmente, em se tratando de certificações de nível básico (CBTS-ALATS, CTFL-ISTQB e CAST-QAI), onde você aprende apenas o básico de Teste de Software e está muito, mas MUITO longe do nível de um James Bach da vida.

A verdade é que certificações é um mercado bem lucrativo, e é por isso que há tantas instituições certificadoras, todos estão tentando tirar uma lasquinha do seu bolso, seja com os próprios gastos com o exame, ou com treinamentos. Mas se formos pensar bem, até a educação acabou virando um grande negócio, quantas UNIs estão aí vendendo canudos, com salas com quase 100 alunos e inaugurando novas unidades a rodo. Enquanto isso, quantas unidades Harvard tem? Uma, afinal o foco não é quantidade e lucro, e sim qualidade e formação de pessoas.

Nesta altura do post, você deve está achando que eu sou contra certificações, mas na verdade não sou não, e ainda está nos meus planos tirar a CTAL (aliás, o primeiro exame no Brasil deve ser esse ano e o Syllabus já foi traduzido). E dois são os motivos pelos quais eu investi meu tempo e dinheiro com a CBTS e CTFL e encorajo as pessoas a investirem também:

  • Conhecimento: ao se preparar para uma certificação acabamos obtendo muito conhecimento, principalmente quando estamos iniciando a nossa carreira. E hoje ainda é difícil a gente ver matérias dedicadas a Teste de Software na faculdade, e esse é um dos motivos pelo sucesso das instituições certificadoras no Brasil e porque tantas pessoas buscam obter certificações de nível básico;
  • Mercado brasileiro: é cada vez mais frequente você ver uma empresa exigindo ou colocando como desejável o profissional ter um certificado. E para os cargos de nível junior uma certificação pode ser um bom diferencial, pois mostra que aquele profissional teve dedicação e interesse em obter maiores conhecimentos sobre a área de atuação. Agora para os cargos de pleno e sênior uma certificação costuma ser uma exigência, mas já não representa um diferencial tão bom, pois o mais importante são as experiências, aliás, sempre as experiências são/deveriam ser o mais importante.

Em resumo ainda sou a favor das certificações, pois podemos aprender bastante durante os estudos e elas são uma requisição frequente do mercado brasileiro (que no geral, valoriza as certificações), ou seja, às vezes gostando ou não, precisamos dançar conforme a música.

Mas em relação a CTAL e a CSTE (também estou pensando nela), o motivo principal é o desafio, principalmente em relação a CSTE, que muitos profissionais que prestaram, consideraram bem difícil o processo de qualificação. Não é tanto pelo conhecimento, embora eu deva aprender algo novo durante a preparação, pois vocês já devem ter percebido que eu acompanho vários blogs sobre Teste de Software e aprendo muito com eles, além disso, muitos conhecimentos que realmente são importantes para mim atualmente, não são abordados em exame de Teste de Software, como por exemplo Teste Ágil.

Ou seja, provavelmente ainda irei dedicar um tempo e abastecer o bolso cheio das instituições certificadoras, mas não motivado para participar de uma elite ou coisa do tipo, e sim para obter conhecimentos e a título de desafio.

Mas hoje, com os conhecimentos básicos aprendidos com a CBTS e CTFL, sei me virar sozinho na obtenção e filtragem de informações de Teste de Software, e acabei descobrindo que há conhecimentos muito mais atuais e pertinentes para mim, em blogs, sites e livros do que em materiais de preparação para certificação. 😉

Essa é minha opinião e esses são os meus motivos pelos quais ainda acho válido buscar certificações de Teste de Software.

Por fim, gostaria de frisar que você caro(a) leitor(a) deve buscar a sua opinião sobre certificações, e reconhecer que não há uma verdade absoluta sobre o assunto, pois até as certificações dependem do contexto, vide o mundo de programação, onde as certificações são bem vistas e reconhecidas por boa parte dos desenvolvedores Java, já os desenvolvedores Ruby ignoram as certificações de Ruby.

Tenha os motivos e use as motivações certas ao se preparar para uma certificação. Lembrando-se que a preparação para ela é apenas uma das várias maneiras de se obter conhecimento na área de Teste de Software, e o conhecimento só tem valor quando colocado em prática e/ou compartilhado. 😉

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Como testamos o Basix? – Contratação

Como comentei neste post, na minha opinião, a contratação de um profissional é um processo de suma importância, para ambos os lados.

Falando mais especificamente do projeto Basix, eu não posso explicar como foi desde o começo, pois entrei no projeto após mais de 3 anos do seu início. Então, nada melhor do que conversar com o Antonio, que gerencia o projeto desde o seu início, e até já fez um post relacionado ao assunto: O que vale mais conhecimento técnico, ou características pessoais?

Abaixo, segue a entrevista que fiz com o Antonio, focada no assunto contratação e especificamente da área de Teste e Qualidade de Software. Espero que gostem.

Fabrício: Antonio, antes de mais nada, em qual momento você percebeu que o projeto necessitava de uma área de Teste e Qualidade de Software?

Antonio: Percebemos isto desde a concepção do projeto, pois vínhamos de experiências em desenvolvimento de software sem uma área de qualidade, e já que estávamos começando um novo projeto não podíamos errar novamente da mesma forma.

Fabrício: E como foi o processo de contratação?

Antonio: Foi complicado, pois há 5 anos atrás era muito difícil convencer profissionais a trabalhar na área de qualidade de software, pois esta área não tinha a ênfase que tem hoje no Brasil, e as faculdades de TI não tinham disciplinas que ensinavam qualidade de software, no geral elas preparam os estudante para serem desenvolvedores.

Fabrício: A pessoa para atuar na área, necessita ter características específicas? Se sim, quais?

Antonio: Precisa sim Fabrício, aqui vou reproduzir o perfil que divulgamos no último processo seletivo que fizemos para a área de qualidade:

  • Conhecimentos técnicos
    • Boa base de informática;
    • Raciocínio lógico;
    • Capacidade de abstração;
    • Capacidade de análise de problemas;
    • Inglês técnico (quanto mais experiente melhor).
  • Funcionamento do grupo
    • O grupo de qualidade é um grupo que trabalha com atividades rotineiras, pois sempre que é liberado uma nova versão do software é necessário refazer todos os testes, necessário muita acuidade no trabalho, pois é o controle de qualidade do produto. É um grupo de generalistas, pois é necessário ter conhecimento de muitos componentes que constroem o produto.
  • Personalidade que ajudaria a desenvolver o grupo
    • Perfeccionismo;
    • Organização;
    • Crítico;
    • Pesquisador.
  • Características pessoais
    • Boa auto estima;
    • Extrovertido;
    • Bom relacionamento interpessoal;
    • Estar aberto a aprender;
    • Pró atividade;
    • Estar aberto a receber criticas.

Fabrício: Qual foi a maior dificuldade encontrada na contratação dos profissionais?

Antonio: Por ser uma área relativamente nova, foi bem difícil encontrar pessoas que queriam trabalhar na área de testes, a grande maioria queria desenvolver, então o processo de contratação também era um processo de convencimento, pois procuramos as pessoas que tinham as características ideais para trabalhar com qualidade, e muitos destes nós tivemos que convencer que era uma boa trabalhar na área de qualidade, e de qualquer forma tivemos muitos profissionais que depois de um tempo decidiram ir para o desenvolvimento, esta rotatividade foi uma dificuldade muito peculiar da área de qualidade.

Fabrício: Na sua opinião, até que ponto uma certificação ou especialização (ex. Pós-Graduação) ajuda o candidato durante o processo seletivo?

Antonio: Acredito que certificação ou cursos de especialização são sempre bem vindos, principalmente porque se um profissional decidiu  por conta própria estudar para conseguir um titulo deste isto no mínimo significa que a pessoa está interessada na área, e teve competência para obter o título, mas existe um outro lado para mim certificações e títulos não são de forma alguma os principais fatores para avaliar um bom profissional, pois existem profissionais excelentes que não tem nem a graduação completa.

Fabrício: Para fechar, de 2005 até hoje, a contração de profissionais para a área de Teste e Qualidade de Software ficou mais fácil? Ou ainda é difícil encontrar pessoas com o perfil e conhecimento para entrar na área?

Antonio: Com certeza o panorama do mercado da área de qualidade de software mudou completamente nestes últimos 4 anos, hoje já temos faculdades ministrando disciplinas voltadas para qualidade de software, existem comunidades de  que fomentam a área, e isto já reflete no mercado como um todo, hoje é muito mais fácil você achar pessoas que querem trabalhar com teste de software, e posso falar isto com tranqüilidade pois até o problema de rotatividade que tivemos diminuiu muito ao longo do tempo, hoje temos uma equipe de qualidade bem estável e onde todos realmente gostam de testar!!!

Muito obrigado Antonio pela entrevista. 😀

No próximo post da série, irei falar sobre a complexidade do projeto e o papel da área de Teste e Qualidade de Software. Até lá! 😉

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Precisa sim, Fabricio aqui vou reproduzir o perfil que divulgamos no ultimo processo seletivo que fizemos para a àrea de qualidade:

Conhecimentos técnicos:

Boa base de informática
Raciocinio lógico
Capacidade de abstração
Capacidade de análise de problemas
Inglês técnico (quanto mais experiente melhor)

Funcionamento do grupo:

O grupo de qualidade é um grupo que trabalha com atividades rotineiras, pois sempre que é liberado uma nova versão do software é necessário refazer todos os testes, necessário muita acuidade no trabalho pois é o controle de qualidade do produto, é um grupo de generalistas pois é necessário ter conhecimento de muitos componentes que constroem o produto.

Personalidade que ajudaria a desenvolver o grupo:

Perfeccionismo
Organização
Critíco
Pesquisador

Caracteristicas pessoais:

Boa auto estima
Extrovertido
Bom relacionamento interpessoal
Estar aberto a aprender
Pró atividade

Estar aberto a receber criticas

Impressões exame IBM 000-370

Foi hoje de manhã o meu exame da certificação IBM Certified Specialist – Software Quality. Acertei 67% (30 questões) e precisava ter acertado 71% (32 questões) das questões.

Mas mesmo com o resultado negativo, fiquei feliz e até surpreso com o resultado, pelo pouco tempo de estudo que dediquei. 🙂

Abaixo segue as impressões que tive do exame e também algumas dicas para aqueles que irão fazer o exame.

Dificuldade

O exame oferece um alto grau de dificuldade, devido as seguintes características:

  • Baseado em um conteúdo muito extenso;
  • Há muitas questões com alternativas parecidas, e você tem que escolher a melhor alternativa;
  • Os conceitos que caem no exame são de acordo com a IBM, e alguns são bem diferentes dos usados pela maioria.

Idioma

O exame é em Inglês, a maioria das questões usam termos técnicos, e se você não teve dificuldade com as questões existentes no material de estudo, o idioma não será um problema. Mas por via das dúvidas é bom levar um dicionário.

Duração

O exame tem duração de 60 minutos, é tempo suficiente para fazer as questões e até revisar as que você ficou em dúvida.

Resultado

O resultado sai na hora e mostra até a porcentagem de acertos em cada área (Engineering Quality in Software Development, Software Quality e Software Testing).

Dicas

Para o estudo para a certificação há basicamente duas táticas que podem ser seguidas:

  • Ler todo o material;
  • Ler o material de acordo com os objetivos do exame.

A primeira é boa para quem quer, além de obter a certificação, aumentar o conhecimento sobre as áreas de abordadas. E uma boa é que o material abrange muitos assuntos que nós que trabalhamos com Teste e Qualidade de Software, não vivenciamos, mas que são legais de saber.

Já a segunda tática é a ideal para quem objetiva a obtenção da certificação e não está com muito tempo para os estudos. Usando ela aconselho estudar os seguintes módulos, prestando atenção aos objetivos do exame [1]:

  • Engineering Quality in Software Development
    • Creating Secure Software
    • Essentials for Unit Testing
    • Estimating Effort for Development Tasks
    • In-Process Metrics for Software Developers
    • Inspections in the Software Lifecycle
    • Static Code Analysis
    • Topics in Design – Design Review Checklist
  • Software Quality
    • Todos os módulos
  • Software Testing
    • Todos os módulos

[1] http://www-03.ibm.com/certify/tests/obj370.shtml

Eu acabei usando uma terceira tática (rsrs), estava sem tempo de estudar, então só fiz as questões de cada módulo. O que até ajudou bastante na prova, pois essas questões são focadas geralmente nos objetivos das lições e algumas até apareceram no exame.

Agora é aguardar a volta da certificação aqui no Brasil! 🙂

Boa sorte aos que ainda irão prestar o exame!

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E quem quiser saber mais dicas sobre o exame, entre no grupo Certificações – Qualidade e Teste de SW, do Fábio Martinho Campos, lá ele deu várias outras dicas para o exame.

Exame IBM 000-370 cancelado no Brasil

Pelo menos por enquanto.

Fiquei sabendo pelo grupo DFTestes, que o exame para a certificação IBM Certified Specialist – Software Quality foi cancelado aqui no Brasil.

E em alguns estados o exame de quem já tinha marcado também foi cancelado.

O meu que eu tinha remarcado para 04 de maio, ainda está marcado lá no site da Prometric. Então, acredito que quem marcou para fazer aqui em São Paulo não teve o exame cancelado.

O exame IBM 000-370 não poderá será mais agendado. Tanto que pelo próprio site da Prometric, você não tem mais a opção de escolha desse exame, caso tenha colocado Brasil como país.

Achei estranha a atitude da IBM, principalmente o cancelamento dos exames das pessoas que já tinham marcado. Mas fiquei sabendo também, que parece que a IBM divulgou o exame no Brasil, para saber como está o mercado, e ver ser é viável aplicar essa certificação aqui.

Ou seja, eles estavam vendo se há demanda no Brasil pela certificação, fato que justifica a gratuidade do exame.

Agora resta aguardar para ver se a certificação voltará. Particularmente, acredito que ela voltará sim, pois bastante profissionais se interessaram, porém nesse retorno ela deverá ser paga.

O bom dessa história toda é o excelente material que foi disponibilizado e divulgado. Eu ainda não li todo (aliás, deveria ter lido, pois a data do exame está chegando… huahua), mas pelo o que estudei até agora, o material tem bastante conteúdo, está bem organizado e é didático.

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QAMP (Quality Assurance Management Professional)

A QAMP (Quality Assurance Management Professional) é uma nova certificação de Teste e Qualidade de Software, criada em 2008 pelo iSQI.

O seu foco está em aperfeiçoar os profissionais da área, de acordo com as necessidades do mercado de TI. Sendo direcionada para os gestores de qualidade, pois eles necessitam ter competência em todo o processo de desenvolvimento.

Para a sua obtenção o candidato precisa completar 4 passos:

  1. O primeiro é obter CPRE (Certified Professional for Requirements Engineering) Foundation Level, oferecida pela IREB;
  2. O próximo passo é obter a CTFL, oferecida pelo ISTQB, e aqui no Brasil pela BSTQB;
  3. O terceiro passo é obter uma certificação específica na área de Testes de Software, podendo ser uma das seguintes: iSAQB® Certified Professional for Software Architecture; iSTQB® Certified Tester Advanced Level – Test Manager; iNTCCM® International Certified Configuration Manager; iSQI® Certified Professional for Project Manager; iSQI® Certified Professional for IT Security Management.
  4. E o último passo é comprovar pelo menos 2 anos de experiência na área.

Quatro passos para se tornar um QAMP

Segundo Stephan Goericke, diretor do iSQI e idealizador da QAMP, “A QAMP irá prover uma certificação modular que cobrirá os gaps existentes entre o analista de negócio e os executores de teste. Além disso, a  experiência em projetos é também reconhecida e de avaliação independente”.

Os profissionais certificados QAMP demonstram conhecimento na coleta de requisitos, teste de software e gerenciamento do teste. E este conhecimento está adequado com os padrões adotados por várias instituições de certificação, como por exemplo: a International Software Testing Qualifications Board (ISTQB), que hoje possuem mais de 100 mil profissionais certificados.

A QAMP não está disponível no Brasil, até porque os exames avançados de Teste de Software, como o CTAL (Certified Tester Advanced Level) da ISTQB, não são aplicados no Brasil. Portanto, se alguém tiver interesse em tirar tais certificações, só indo para fora do país mesmo.

Quem quiser saber mais sobre a QAMP, confire a apresentação abaixo, ou acesse o site oficial da QAMP.

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Fonte:

News. Industry Leaders Announce New Software Quality Testing Certification. Testing Experience – The Magazine for Professional Testers, Alemanha, Ano1, nº4, p. 7, dezembro, 2008

http://www.qamp.org

Certificação: IBM Certified Specialist – Software Quality

Pessoal,

Ontem eu recebi um e-mail, digamos que um pouco suspeito, sobre uma certificação na área de Qualidade de Software. Você pode está se perguntando, por que um e-mail sobre uma certificação pode ser suspeito?

O que eu achei suspeito foi o fato dela ser gratuita. Isso mesmo, sem nenhum custo, a não ser o tempo de estudo e o deslocamento para o centro de treinamento que irá aplicar o exame.

Trata-se da certificação IBM Certified Specialist – Software Quality, eu mesmo nunca tinha ouvido falar sobre tal, e o Fábio Martinho Campos, que é um especialista em certificações de qualidade e testes, me disse, no seu grupo de discussão dedicado as certificações de Qualidade e Teste de Software, que ele também não a conhecia. Portanto, pelo menos no Brasil, ela deve ter sido lançada agora.

Ela é uma certificação voltada para desenvolvedores, testadores e profissionais em Qualidade de Software que desejam melhorar seus conhecimentos em Qualidade de Software, e assim desenvolver um trabalho mais eficiente.

A prova é composta de 45 questões e o tempo de realização é de 1 hora e 15 minutos (segundo a ficha de confirmação da inscrição do exame, enviada pela Prometric), no site da IBM diz que o tempo da prova é de 60 minutos. A diferença de tempo deve ser por a prova ser em inglês, que não é a nossa linguagem nativa.

Para obter a certificação é preciso acerta 71% das questões, ou seja, 32 questões.

O estudo para a prova é feito com base em um material de uma instituição de e-Learning, a AzIT. O material também é obtido, de forma gratuita no site da AzIT, bastando fazer um simples cadastro (clicando no link Enroll).

O material disponibilizado no site está em formato de apresentação, você pode assistir pelo site ou baixar o arquivo do módulo que está sendo estudado. Eu reunir todo o material disponibilizado no site da AzIT, e estou compartilhando nos links abaixo, ele está separado por área de estudo, assim como está no site:

Engineering Quality in Software Development (78.27 MB)

Software Quality (56.7 MB)

Software Testing (76.96 MB)

Para fazer a inscrição do exame, basta acessar o site da Prometic, e seguir o passo a passo:

  1. Clicar no banner “START
  2. Clicar no link “Schedule an Appointment
  3. Selecionar no combo box Country a opção Brazil e clicar em <NEXT>
  4. No list box ‘Program’ selecione IBM (000,001) e clique em <NEXT>
  5. <NEXT>
  6. A prova é 000-370 e clique em <NEXT>
  7. Escolha o Test Sites mais próximo da sua casa.
  8. Login e confirm process

No site da IBM há um simulado do exame, que pode ser acessado no link abaixo:

http://www14.software.ibm.com/cgi-bin/pwdown/public/httpdl/certify/sam370.pdf

Bem, na minha opinião essa é uma excelente oportunidade para adquirir novos conhecimentos, e ainda poder tirar uma certificação de uma empresa reconhecida mundialmente, que é a IBM.

Eu já marquei o meu exame para o dia 31 de março, vou ver se consigo tirar a certificação. Mas pelo que vi nos objetivos da certificação e pelo material fornecido pela AzIT, a prova oferece um alto grau de dificuldade, principalmente por abordar tanto o Teste de Software, Qualidade de Software, como o Desenvolvimento de Software.

Portanto, acredito que será um grande desafio, e o mais importante será adquirir novos conhecimentos e poder colocá-los em prática.

Quem ficou interessado em fazer o exame, é melhor correr, pois a gratuidade do exame é somente por um tempo determinado, não sei até quando. Como pode ser conferido no texto abaixo, retirado do site da AzIT:

Information about the Test:
Cost of the exam: $0 (The test fee is waived for US Citizens during the grant period. If you are taking the test outside of the US Check with your local Authorized Prometric test center for testing fees.)

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Saiba mais:

Página oficial da certificação

Fonte:

http://www-03.ibm.com/certify/tests/ovr370.shtml

http://br.groups.yahoo.com/group/certificacoesqualidadetestedesoftware/

CTFL – BSTQB

Nessa semana, comecei um grupo de estudo na empresa que trabalho (Voice Technology), para a certificação CTFL – Certified Tester Foundation Level. Estamos planejando realizar o exame, já na próxima data, que é dia 03 de abril de 2009. Mas o intuito inicial é adquirir maior conhecimento na área de Testes de Software, e aqueles que se sentirem confiantes para realizar a prova, aí sim, prestar o exame.

Para o primeiro encontro do grupo de estudo, preparei uma apresentação, que está sendo disponibilizada abaixo, sobre a certificação CTFL – BSTQB. A diante, explicarei um pouco mais sobre a certificação.

BSTQB

O BSTQB Brazilian Software Testing Qualifications Board é um representante oficial do ISTQB – International Software Testing Qualifications Board, no Brasil. Ele é um o responsável pela aplicação do exame para a certificação CTFL. A sua missão é: “promover o profissionalismo na área e o reconhecimento da disciplina teste e qualidade de software como uma essência de conhecimento e uma especialização profissional no Brasil”. O BSTQB é  uma entidade sem fins lucrativos

CTFL

É uma das certificações de Teste de Software mais reconhecidas, tanto no Brasil como no mundo. Atualmente já são cerca de 32.000 profissionais certificados no mundo.

Ela é voltada para qualquer pessoa envolvida em teste de software. Isto inclui pessoas em funções específicas de teste como: testadores, analistas, engenheiros, consultores, gerentes, usuários que realizam teste de aceite e  desenvolvedores de software.

Os objetivos da CTFL – BSTQB são esses:

  • Estar apto a comparar a prática do teste entre os diferentes países.
  • Capacitar os testadores a trocar conhecimento mais facilmente entre as comissões.
  • Permitir com que projetos multinacionais/internacionais tenham uma compreensão comum do empreendimento do teste.
  • Aumentar o número de testadores qualificados  ao redor do mundo.
  • Ter mais impacto como uma iniciativa baseada internacionalmente do que qualquer abordagem de um país específico.
  • Desenvolver um corpo comum internacional de compreensão e conhecimento sobre teste e terminologias através do syllabus e aumentar o nível de conhecimento sobre teste para todos os participantes.
  • Promover o teste como uma profissão em mais países.
  • Capacitar testadores a obter qualificação reconhecida na sua linguagem nativa.
  • Permitir o compartilhamento de conhecimentos e recursos entre os países.
  • Prover o reconhecimento internacional de testadores e desta qualificação junto a participação de muitos países.

A CTFL não expira e é válida internacionalmente.

Requisitos

O único requisito existente é o interesse do candidato, em se qualificar e buscar o aperfeiçoamento profissional na área de Teste de Software. Sendo recomendável experiência profissional na área.

Como se preparar?

A bibliografia recomendada é:

As pessoas que já prestaram o exame, que eu conheço, dizem que estudando bem o Syllabus e fazendo os simulados, é possível ser aprovado no exame, caso você já tenha experiência na área de Teste de Software.

Como fazer a inscrição para o exame?

A inscrição é feita no próprio site da BSTQB. Sendo necessário preencher um cadastro e efetuar o pagamento de R$350,00.

O exame

O exame é composto de 40 questões, com quatro alternativas cada, sendo apenas uma a certa e com duração de 1 hora.

Conversando com o Luiz Gustavo, que é certificado CTFL, ele me disse que a prova é composta por:

  • 20 questões de nível muito fácil – abordando definições simples de conceitos, não exige pensar, só decorar;
  • 15 questões de nível médio/difícil – abordando definições mais complexas de conceitos, as quais muito provavelmente, o candidato vai ficar entre 2 opções;
  • 5 questões de nível muito difícil – não abordando definições, e sim, problemas que exigem pensar muito, tem pegadinhas e geralmente conflitam 2 definições, às vezes até definições simples.

Havendo questões práticas, que trazem cenários reais, como por exemplo, o uso da análise de valor de fronteira.

Para obter a certificação é preciso acertar no mínimo 60% das questões, ou seja, 24 questões.

Por hoje é só pessoal. Bons estudos para os que vão prestar a certificação!

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Fonte:

http://bstqb.org.br/