O melhor da semana 21/06 a 27/06

Pessoal,

Segue abaixo, a lista do melhor da semana, espero que gostem:

Você leu algo interessante, relacionado a área de Teste e Qualidade de Software, e quer compartilhar? Sinta-se à vontade em colocar nos comentários. 🙂

Abraços! E tenham uma ótima semana!

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Impressões 3º Encontro Mensal da ALATS São Paulo

Pessoal,

Ocorreu nesta terça-feira (23/06) o 3º encontro mensal da ALATS. E tive o prazer de participar deste encontro que teve como tema “Teste de Performance”, palestrado por Fábio Martinho Campos.

Abaixo, segue as minhas impressões do evento.

Palestra

O tema deste encontro não é nada fácil, afinal os testes de performance são um dos mais difíceis de serem executados, e ainda não é muito aplicado no mercado brasileiro. Portanto, a expectativa de ouvir as palavras de uma pessoa, que tem experiência na área, era de compreender melhor e tirar algumas dúvidas sobre o assunto.

O Fábio começou sua palestra apresentando alguns conceitos de teste de performance e apresentando as diferenças entre teste de performance, que é do tipo não-funcional, e o funcional. Logo de cara, ele deixou bem claro que ele não é igual ao teste funcional e é bem mais complexo, e que o responsável pela sua execução precisa um bom e variado conhecimento sobre todo o sistema (BD, aplicação, rede, etc).

Os testes de performance agrupam vários outros testes, como por exemplo:

  • Teste de Carga: o teste de carga simula muitos usuários acessando um servidor ao mesmo tempo, a fim de verificar diversos contadores de performance (ex.: tempo de resposta);
  • Teste de Stress: leva o sistema ao caos, por exemplo: deixar a aplicação rodando por 2 meses com uma alta carga. Seu objetivo é identificar os limites do sistema.

Esse tipo de teste tem três percepções gerais: teste de tempo e resposta, teste de throughput (taxa de transferência) e teste de capacidade.

Alguns pontos interessantes levantados pelo Fábio:

  • É preciso ter um profissional especializado para executar o teste de performance, geralmente, é um profissional sênior. Há até um cargo específico para o profissional que realiza testes de performance, o de Analista de Performance;
  • O Analista de Performance é um profissional muito ativo e amigo de todos, afinal precisa da ajuda de outros profissionais (DBA, Analista de Redes, Arquiteto, etc) para desempenhar o seu papel de uma forma mais efetiva;
  • Um dos principais objetivos do teste de performance, senão o principal, é identificar onde está o gargalo, e essa é uma tarefa não muito fácil, pois há uma séria de fatores que devemos analisar, por isso o profissional deverá ter bastante atenção, saber interpretar gráficos, entender das métricas e ter um conhecimento do sistema e da maneira que ele está arquitetado;
  • Os testes de performance são essenciais em qualquer programa de Qualidade de Software, pois podem revelar falhas bem graves e impactar diretamente no negócio do cliente. Um exemplo dado, foi de um site de uma companhia área que ao realizar promoções, não resistiu a carga de acessos e ficou fora do ar. Imagine o tanto de clientes que desistiram da tal promoção, e como a credibilidade da companhia pode ter diminuído, perante os consumidores;
  • Ao realizar testes de performance você necessita de número, os resultados são baseadas em dados quantitativos e não qualitativos (sem números não tem como saber onde chegar);
  • O Analista de Performance pode ajudar o cliente na definição dos requisitos não-funcionais;
  • O testador deverá realizar os testes muitas vezes, analisar e gerar relatórios;
  • As melhores ferramentas para teste de performance são pagas;
  • É uma que tem bem poucos profissionais capacitados e que deverá crescer no Brasil;
  • Para aqueles que se interessam nessa área e gostariam de ingressa nela, uma boa é aprender alguma ferramenta de teste de performance (ex. LoadRunner, Rational Performance Tester e SilkPerformer)entender bem o funcionamento dela e depois busca uma certificação na ferramenta estudada.

O Fábio apresentou os ciclos do teste de performance, que ainda podem ter algumas variações dependendo do tipo de teste de performance que está sendo realizado.

Atividades principais do teste de performance

Atividades principais do teste de performance

Ainda foi comentado que há uma série de fatores que podem influenciar a performance de um sistema, desde da linguagem de programação escolhida até como está arquiteturada a rede de dados. E também alguns mitos existentes sobre o teste de performance, como por exemplo: se tudo está funcionando perfeitamente de forma funcional, estão está tudo certo.

E no final o Fábio apresentou duas ferramentas de forma prática:

  • O PerfMon, ferramenta gratuita da Microsoft para monitoração do sistema;
  • WebLOAD, ferramenta para geração de carga focada em Web.

Abaixo, segue a apresentação utilizada pelo Fábio Martinho Campos, como vocês podem perceber era foi bem rica, abordou de forma bem didática e com bons exemplos o assunto.

E o Fábio colocou no seu post no TestExpert o link para download do WebLOAD e ainda templates para Teste de Performance, confira no link abaixo:

http://www.testexpert.com.br/?q=node/1376

Conclusão da Palestra

Como puderam perceber a palestra abordou de forma bastante ampla o tema, e o Fábio conseguiu aprofundar e dá mais informações sobre alguns pontos. A palestra foi muito boa, a forma como o assunto foi abordado fez com que todos conseguissem assimilar as informações e saírem com um conhecimento mais maduro sobre teste de performance.

Com certeza é um assunto muito interessante e pertinente, afinal uma hora você irá precisar fazer testes de performance (isso se já não deveria está fazendo), pense nisso.

Encontro

Durante a palestra do Fábio, houve bastante espaço para perguntas, todos puderam tirar dúvidas e trocar experiências. Foi bem legal! E ainda teve o coffee break, onde pudemos conversar mais sobre os assuntos de palestra e também conversar com os amigos. 🙂

Conclusão Final

Foi mais uma excelente oportunidade de falar sobre Teste de Software num ambiente agradável, com um pessoal participativo e palestra e palestrante de altíssimo nível. 🙂

Próximo Encontro

E como é de praxe, foi divulgado as informações do próximo encontro. E o encontro de número 4º terá como tema “Automação: Mitos e Verdades” e será palestrado por um tal de Elias Nogueira, alguém sabe quem é esse cidadão? Ouvi falar que é um cara que veio do Sul e que torce pro Internacional…rsrs…brincadeira. O Elias Nogueira, autor do blog Sem Bugs, é um dos melhores e mais participativos profissionais da nossa área. E irá compartilhar um pouco do seu vasto conhecimento nesse encontro.

Ou seja, será mais uma ótima oportunidade para aprender e discutir sobre Teste de Software, e lógico que também para zoar com a cara desse Colorado (rsrs…infelizmente tô achando que o “Curinthia” [Ronaldo!] já ganhou a Copa do Brasil, espero que eu esteja enganado).

Então pessoal, se programem e divulguem na sua empresa, bairro, associação, buteco, etc o encontro. 🙂

Abraços!

Ahhh…para aqueles que acham que o Fábio Martinho Campos é o cara, o “monstro”, eu descobrir dois defeitos nele (hehe): ele é corinthiano e ama o IE (Internet Explorer). Bem o primeiro até é justificável, afinal a probabilidade de ser corinthiano é grande, já para o amor ao IE eu realmente não entendi (deveria até te perguntado), o IE é muito ruim comparado aos outros navegadores, mas fazer o que, gosto é gosto, não se discute. Ninguém é perfeito.

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Fonte:

J.D. Meier,  Carlos Farre,  Prashant Bansode,  Scott Barber,  Dennis Rea. Performance Testing Guidance for Web Applications – patterns & practices, Microsoft, 2007. (link download)

O melhor da semana 14/06 a 20/06

Pessoal,

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Um ano falando sobre Teste e Qualidade de Software

Hoje, 19 de junho de 2009, o QualidadeBR completa o seu primeiro ano de vida.

Bolo

E quem irá ganhar o presente serão vocês, queridos leitores! 🙂

O presente é um livro no formato digital (e-book) com todos os posts publicados nesse um ano de existência. E com o prefácio do André Pantalião, o maior responsável por esse que vos escreve atuar na área de Teste e Qualidade de Software.

Então chegou a hora de abrir o presente, ou melhor, fazer o download, espero que gostem!

Download do livro QualidadeBR (4.52 MB-MediaFire)

Download do livro QualidadeBR (4.52 MB-Wordpress)

Para terminar gostaria de agradecer a todos vocês leitores do QualidadeBR. Por ler, comentar, visitar este blog, e principalmente por me atuarem.:)

Sintam-se sempre à vontade em voltar, estarei sempre tentando passar um pouco do conhecimento que aprendo atuando nesta área que me dá muita alegria e satisfação!

Grande abraço!

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Adiado o 3º Encontro Mensal da ALATS

Pessoal,

O encontro que iria ocorrer amanhã (16/06), foi adiado para o próximo dia 23 (terça-feira). Ou seja, quem ainda não se inscreveu ou não estava ciente do evento tem mais uma semana para se programar e poder confirmar a presença no encontro.

O 3º encontro em São Paulo terá como tema “Teste de Performance”, e será palestrado pelo Fábio Martinho Campos, especialista de Teste de SW e um dos profissionais mais participativos na comunidade de Teste e Qualidade de Software Brasileira.

Segue abaixo, maiores detalhes do evento retirados do site da ALATS:

3º Encontro Mensal da ALATS

Data: 23 de Junho (terça-feira)
Horário: 18:30 – 22:00

Objetivo: Aumentar o contato entre profissionais da área de Teste de Software e Garantia da Qualidade, bem como estimular a troca de conhecimentos, experiências e práticas de sucesso.

Tema do Encontro: Teste de Performance

Agenda:
18:30 Credenciamento e Networking entre os Participantes
19:00 Introdução ao Teste de Performance
20:00 Coffee break e Networking
20:30 Teste de Performance na Prática
21:30 Espaço aberto para discussão de temas da ALATS e da comunidade de Qualidade de Software em geral
22:00 Encerramento

Palestrante:

Fábio Martinho Campos, CBTS, CQA, CST, CSCM, CTFL e IBM Certified Specialist. Bacharel em Computação pela UNITAU (Universidade de Taubaté), MBA em Gestão de Projetos pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas-USP). Especialista em Teste de Performance na CPM Braxis.

Local: IMAM – Rua Loefgreen, 1.400 – Vila Mariana – próximo a Estação de Metrô Santa Cruz, estacionamento no local (não incluso)

Inscrições:

  • Associados ALATS: R$ 25,00
  • Não Associados:    R$ 30,00

A participação na palestra Vale 3 PDTS para a renovação da CBTS

Inscrição e pagamento pelo site:

http://www.alats.org.br/default.aspx?tabid=144

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O melhor da semana 07/06 a 13/06

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Análise de Causa Raiz

Problemas sempre acontecem, e na área de TI eles são constantes. Desde falhas de segurança no sistema até falhas na comunicação interna.

E muitas vezes, passamos dias, meses e até anos só “apagando incêndios”, ou seja, só amenizando os efeitos dos problemas existentes. E neste momento, se a causa raiz dos nossos problemas fosse uma pessoa, ela estaria dando boas gargalhadas.

Mas não há nenhuma graça nessa história. A tarefa de “apagar incêndios” não pode entrar na nossa rotina. E para mudar essa história, precisamos descobrir a causa raiz dos nossos problemas.

Uma das técnicas mais básicas e importantes, em qualquer programa de melhoria da qualidade, pode nos auxiliar na busca da causa raiz: a Análise de Causa Raiz.

Introdução

A Análise de Causa Raiz, também conhecida como RCA (Root Cause Analysis) é uma maneira de identificar as causas de um problema, afinal os problemas são melhores resolvidos ao tentar corrigir ou eliminar as suas causas.

Ela é uma técnica usada nas mais variadas áreas, aliás, você já deve ter visto uma das formas de implementar ela: o famoso diagrama de Ishikawa, conhecido também como “Diagrama de Causa e Efeito” ou “Espinha-de-peixe” (fishbone), nas aulas de Administração na faculdade.

Como podemos implementar a Análise de Causa Raiz?

Há muitas técnicas, com as quais podemos implementar a Análise de Causa Raiz, entre as principais se encontram:

  • Diagrama de Causa e Efeito: permite identificar, explorar e apresentar graficamente todas as possíveis causas, relacionadas a um único problema. Utilizando em equipe, criamos uma “foto” do conhecimento e consenso de todos os envolvidos, a respeito do problema.
  • Cinco Porquês: desenvolvida por Sakichi Toyoda (fundador da Toyota), é baseada na realização de 5 iterações perguntando o porquê daquele problema, sempre questionando a causa anterior. E na prática não é necessário fazer 5 perguntas, pode ser mais ou menos, o importante é chegar à causa do problema.
  • Reunião de Análise Causal: as causas do problema são levantadas em reuniões do tipo “Brainstorming”. As causas mais prováveis podem ser discutidas entre a equipe, e após descobrir as causas dos problemas, os participantes podem propor ações que ajudem na prevenção desses problemas no futuro.

É possível e até recomendado que se use mais de uma técnica ao mesmo tempo, por exemplo: na reunião de Análise Causal utilizar o Diagrama de Causa e Efeito.

Conclusão

A Análise de Causa Raiz é um importante elemento em qualquer área de TI, e pode ser usado em qualquer fase do projeto.

Um momento bom para ela ser usada, é durante a reunião de lições aprendidas. Pois nada melhor do que descobrimos a causa real dos problemas que enfrentamos no projeto, com todos envolvidos participando e opinando.

Ela também poder ser usada pelos desenvolvedores para encontrar a causa para o defeito, e desta maneira, além de poder corrigir tal defeito eles ainda poderão prevenir a sua ocorrência no futuro.

E para finalizar, acredito que é clara a necessidade de encontrar a causa raiz dos problemas que vivenciamos no dia-a-dia, e que essa é uma tarefa que deve ser feita em equipe, sempre que possível. Afinal, nem sempre a causa de um problema é tão visível ou fácil de ser encontrada, como por exemplo: problemas de performance, às vezes passamos até meses para descobrir, onde estava o gargalo da aplicação. Mas com certeza, é muito melhor gastar massa cefálica do que desperdiçar dinheiro comprando novos servidores, além é claro, da satisfação e benefícios de ter encontrado o real motivo do problema. 🙂

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Fonte:

Software Quality, Module 10: Effective Practices for Quality Analysis – Lesson 3: Root-Cause Analysis (AzIT)

5 Porquês – Luiz de Paiva