Automação de testes: Aproximando contextos

A área de Teste evoluiu muito desde quando eu iniciei nela, em 2007. Hoje mesmo não atuando nela, eu vejo o quanto é diferente a forma de se testar, de quando eu comecei na área.

Naquela época automação de testes era um assunto ainda muito pouco difundido e as ferramentas usadas pagas, de grandes suítes de teste como a Rational.

Hoje em 2013 o cenário muito bastante, práticas ágeis estão mais difundidas, a comunidade brasileira está mais madura e ferramentas open sources dão todo o “ferramentário” necessário para a automação.

Para chegarmos no estado de hoje, várias mudanças e revoluções ocorreram. E como toda revolução, ela promete algo muito melhor ao status quo e para se prevalecer, muitas vezes ela se apoia em dizer que tudo está errado.

A automação de testes surgiu como um “lobo mau” para muitos Testers e outros se agarram a ela, como se ela fosse o único caminho de se testar. Com o tempo perceberam que ela nada mais é do que uma evolução. Ela não veio pra expurgar testes manuais, ela veio pra trazer maior eficiência aos testes e evitar o “caos” das manutenções de software.

Um dos efeitos colaterais da automação de teste, foi a aproximação da área de Teste com a área de Desenvolvimento. Ela ocorreu fisicamente com os Testadores sentando mais próximos dos Desenvolvedores, pra facilitar a comunicação quando é preciso tirar dúvidas sobre programação.

Mas ela ocorreu mais ainda na formação do Tester, no próprio DNA do Tester, uma vez que programar não é mais uma arte usada apenas para construir, ela também é usada para “quebrar ” (testes de carga usando JMeter), pra verificar (testes de aceitação usando Jasmine) e pra dá segurança para mudar (testes unitários com RSpec).

Com isso dois contextos que de forma errada muitas vezes eram separados, hoje estão mais próximos. Afinal, Desenvolvimento e testes sempre existiram pelo mesmo propósito, entregar software de qualidade.

Com a dinâmica atual do mercado de TI, não há mais espaço pra guerrinhas setorias, nem para Desenvolvedores que só cospem código, e nem pra Testadores que só navegam por telinhas. Não é mais questão de ser generalista, é questão que saber analisar um problema é tão básico para um Desenvolvedor, como programar é para o Testador.

2 comentários sobre “Automação de testes: Aproximando contextos

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