O caos aumentou!?

A gerência de um projeto está preocupada com várias variáveis, características, fatores, etc que podem influenciar o sucesso do projeto. E quando falamos em variáveis, três se destacam, formando o “triângulo da gerência de projeto”.

três_variáveisEscopo – são as especificações do projeto, o que será desenvolvido e o que não será.

Tempo – período no qual o projeto será desenvolvido até a sua entrega final.

Custo – montante de recursos financeiros a serem investidos para que o projeto possa ser desenvolvido e mantido durante o tempo definido.

Dentre as três, o escopo é a variável principal, pois exerce grande influência sobre o tempo e o custo do projeto.

Escopo maior = tempo maior = custo maior

Escopo menor = tempo menor = custo menor

Um dos objetivos do gerente de projeto é justamente deixar esse triângulo equilibrado, monitorando e controlando cada uma dessas variáveis ao longo do projeto.

No mundo ideal

  • O escopo não muda durante o tempo do projeto;
  • O trabalho é previsível;
  • Não há riscos que afetam o tempo e custo do projeto;
  • Todas as atividades são executadas de acordo com o planejamento realizado, respeitando o tempo e o custo.

bob

No mundo real

  • O sucesso de um projeto é algo raro:
    • 32% sucesso (no prazo, dentro do orçamento e com escopo completo);
    • 44% mudaram (atrasaram, estourou o orçamento, e/ou reduziram escopo);
    • 24% falharam (cancelados ou nunca usados).
  • Quanto maior o tempo do projeto, maior serão as mudanças que ocorrerão no escopo;
  • O trabalho não é previsível;
  • Existem riscos que podem impactar fortemente o tempo e custo do projeto.

caos-report2009

Eu particularmente, fiquei impressionado (negativamente) com o resultado de 2009 que o famoso Chaos Report trouxe (tanto, que estou achando que ele virou anacrônico). Esperava que o resultado fosse o oposto, que a quantidade de projetos com sucesso tivesse aumentado e dos que falharam diminuído.

O Chaos Report prova que ainda estamos lidando de forma equivocada com a gerência e desenvolvimento de projetos de software. E muitos ainda estão acreditando que desenvolvem software no mundo ideal.

E há diversas medidas que podem ser tomadas para tentar melhorar esses resultados, dentre as quais, uma de extrema importância é a maneira que realizamos o contrato. Mas esse é assunto para um próximo post. 😉 Até lá!

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Fonte:

http://blogs.msdn.com/andredias/archive/2009/07/08/chaos-report-2009-novas-informa-es-velhos-problemas.aspx

Anúncios

MPS.BR

Pessoal, participei nessa semana de uma palestra sobre MPS.BR, ministrada por Sarah Kohan e David Yoshida, duas pessoas que participam ativamente na difusão do MPS.BR no Brasil. Abaixo explico um pouco sobre esse novo programa para Melhoria de Processo do Software Brasileiro.

O que é o MPS.BR?

Ele é um programa para Melhoria de Processo do Software Brasileira, criado em dezembro de 2003, voltado especialmente para pequenas e médias empresas, com o objetivo de definir e aprimorar um modelo de melhoria e avaliação de processo de software.

O MPS.BR tem algum apoio?

O MPS.BR conta com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Financiadora de Estudos  e Projetos (FINEP) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sendo coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX).

O MPS.BR é baseado em algum modelo ou norma?

Ele tem como base técnica três fontes, sendo elas:

  • ISO/IEC 12207 – A norma ISO/IEC 12207 e suas emendas 1 e 2 estabelecem uma arquitetura comum para o ciclo de vida de processos de software com uma terminologia bem definida. Contém processos, atividades e tarefas a serem aplicadas durante o fornecimento, aquisição, desenvolvimento, operação e manutenção de produtos de software e serviços correlatos.
  • ISO/IEC 15504 – A ISO/IEC 15504 presta-se à realização de avaliações de processos de software com dois objetivos: a melhoria de processos e a determinação da capacidade de processos de uma unidade organizacional.
  • CMMI – O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um modelo de maturidade para o desenvolvimento de software. Sendo um conjunto de boas práticas para o desenvolvimento de projetos, produtos, serviços e integração de processos.

Como o MPS.BR está organizado?

Assim como o CMMI, o MPS.BR é organizado em níveis de maturidade, nos quais a melhoria continua do processo e o cumprimento de novos atributos se faz necessário para alcançar o nível acima.

Os 7 níveis de maturidade

O MPS.BR define sete  níveis  de  maturidade, que podem ser comparados ao níveis do CMMI como na figura abaixo:

7 níveis de maturidade (retirado do site da empresa Pentagrama)

A escala de maturidade se inicia no nível G e progride até o nível A. Para cada um destes sete níveis de maturidade é atribuído um perfil de processos que indicam onde a organização deve colocar o esforço de melhoria. O progresso e o alcance de um determinado nível de maturidade do MPS.BR se obtém quando são atendidos os propósitos e todos os resultados esperados dos respectivos processos e dos atributos de processo estabelecidos para aquele nível. A divisão em estágios, embora baseada nos níveis de maturidade do CMMI tem uma graduação diferente, com o objetivo de possibilitar uma implementação e avaliação mais adequada às micros, pequenas e médias empresas. A possibilidade de se realizar avaliações considerando mais níveis também permite uma visibilidade dos resultados de melhoria de processos em prazos mais curtos.

Como ele é implementado e avaliado?

A implementação e avaliação do MPS.BR é dividida em seis etapas:

  • O que é requerido?
    • Definição do nível de maturidade desejado
    • Definição da área/unidade da empresa que será preparada para a avaliação MPS.BR
  • Como está o processo?
    • Realização de diagnóstico do processo, para que se possa saber como estão os processos atuais da empresa.
    • Conhecer a prática da empresa para o nível requerido.
  • Plano de adequação
    • Com base nos resultados do diagnóstico é elaborado um plano do projeto de implementação do MPS.BR na empresa
  • Implementar processos adequados
    • Treinamento das pessoas da empresa que serão responsáveis pela implementação do MPS.BR, geralmente duas pessoas: um que será o coordenador e o outro será o assistente.
    • Assessoramento a empresa, realização de reuniões podendo ser remotas ou presenciais.
    • Avaliação de atendimento às metas realizadas, sendo realizada duas avaliações: a de 50% feita após 6 meses do início do programa e a de 100% feita após 12 meses.
  • Avaliação preliminar dos processos
    • Antes da avaliação final é realizada uma avaliação de atendimento à meta de 100%, com intuito de verificar o nível de prontidão da empresa em relação ao nível de maturidade desejado.
  • Avaliação oficial
    • Atendendo à meta de 100%, avaliada anteriormente, inicia-se contatos com a Instituição Avaliadora que realizará a avaliação oficial, que atribuirá o nível de maturidade encontrado.
    • A Instituição Avaliadora não pode ser a Instituição que implementou o MPS.BR na empresa.

Qual é o custo da MPS.BR?

O custo para o nível G, o primeiro nível, está em torno de R$ 70.000,00. Já para o nível F estima-se R$ 104.000,00. Sendo que esses preços podem ser negociados e parcelados de acordo com a necessidade da empresa.

Quanto tempo demora a implantação do MPS.BR?

O tempo do projeto dura em média 15 meses, podendo variar de acordo com o grau de comprometimento das pessoas envolvidas.

Conclusão

A melhoria do processo de software é uma necessidade cada vez maior nas empresas de TI. Além do mais, muitas delas ainda sequer possuem processos definidos. Diante dessa realidade, o MPS.BR é uma forma de alcançar a maturação dos processos que vem crescendo a cada ano, com novas empresas adquirindo a certificação ou melhorando o seu nível. Sendo muito bem aceita no mercado nacional (no mercado internacional ela ainda não é reconhecida). Portanto, a MPS.BR é mais recomendada para empresas que tem sua cartela de clientes localizados no Brasil. Para as demais, ela se apresenta como um primeiro passo antes do CMMI, já que a sua adequação é mais simples e seu custo é menor comparado ao CMMI.

E devemos ter sempre em mente que os modelos, normas e etc, existem para auxiliar na melhoria do processo da nossa empresa e credibilizá-la perante aos clientes. E só são possíveis de serem conquistados com o envolvimento das pessoas e por isso devemos estar atento não só a melhoria dos processos, mas também a de nossa equipe. Afinal, como já dizia Carl Gustav JungNão é o diploma médico, mas a qualidade humana, o decisivo.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Fonte:

http://www.softex.br/mpsBr

SOFTEX. MPS.BR Guia Geral (Versão 1.2), Junho de 2007.

Certificação Brasileira de Teste de Software (CBTS)

Pessoal, após ter conseguido a CBTS elaborei um breve FAQ para a empresa onde trabalho a respeito da certificação. Agora disponibilizo à vocês o mesmo, lembrando que a próxima prova tem data prevista para o dia 29 de Novembro de 2008. Boa sorte a todos!

O que visa a CBTS?

A CBTS visa atender a uma exigência do mercado brasileiro que sempre demandou um processo de certificação e qualificação de profissionais em teste de software. A CBTS busca estabelecer padrões para uma avaliação da qualificação dos profissionais de TI com funções na área de Testes.

Qual o seu público alvo?

O exame CTBS se destina aos profissionais de TI da área de Desenvolvimento de Sistemas e em especial aqueles que atuam na área de Teste de Software, que tenham interesse em obter um certificado de reconhecimento técnico válido para o mercado brasileiro.

Qual a importância desta certificação para o profissional?

Adquirir o certificado CBTS para o profissional da área de Teste é um grande diferencial, pois indica que o mesmo possui um excelente nível de competência profissional nos princípios e nas práticas de Teste/Qualidade de Software, dentre os demais profissionais de TI. Tornar-se um certificado CBTS, significa tornar-se membro de um grupo seleto de profissionais reconhecidos na área de teste de software, e receber este reconhecimento de sua competência, é conseguir uma ascensão potencialmente mais rápida em sua carreira, e uma maior aceitação no mercado de TI.

Quais os benefícios para empresa ter um profissional certificado?

São através das certificações, que os profissionais podem atestar seu nível de domínio e conhecimento de seu serviço, assim como as empresas podem demonstrar que possuem um quadro capacitado para atender as demandas com qualidade e profissionalismo. Resultando para a empresa na melhoria de seus processos e ampliação da qualidade e produtividade de seus serviços.

Quantos profissionais atualmente possuem a CBTS?

São atualmente 201 profissionais certificados na CBTS em todo o Brasil.

Quem é o responsável pela CBTS?

A ALATS (Associação Latino-Americana de Testes de Software)  é a responsável pela CBTS. Fundada em 2002, com a missão de tornar-se uma instituição que representasse de forma mais isenta e imparcial possível, todas as empresas e profissionais que possuam vínculo e interesse com os rumos do mercado de testes e qualidade de software no Brasil. Desde sua fundação, um dos principais objetivos da ALATS era estabelecer uma certificação que avaliasse o nível de conhecimento dos profissionais sobre as disciplinas de testes e qualidade de software, forçando um processo de amadurecimento e profissionalização da área de testes. Objetivo esse que deu origem a CBTS.

A ALATS é uma organização sem fins lucrativos, não possuindo nenhum vínculo direto ou indireto com instituições privadas. Todos os trabalhos são feitos de forma voluntária, inexistindo qualquer tipo de remuneração dos membros diretores ou participantes dos projetos de inovação.

Qual é o custo desta certificação?

O valor é de R$ 300,00, para a realização do exame de certificação. Serve para bancar os custos relativos de viagens, hospedagens, materiais de treinamento, divulgação dos trabalhos e despesas administrativas de divulgação da CBTS. Para a realização do exame, não é necessário participar de nenhum treinamento formalmente estabelecido.

Qual é o critério de aprovação?

O candidato deverá obter 75% de acertos na prova para ser aprovado. Sendo a prova constituída de 100 (cem) questões com respostas de múltipla escolha. Cada questão proposta apresenta 4 (quatro) alternativas de resposta, sendo apenas uma delas a correta.

A certificação possui uma validade?

A certificação CBTS terá validade de 3 (três) anos, que são contados a partir do ano seguinte ao da realização e aprovação no exame.

Faz-se necessário uma re-certificação até o término da data de validade de 3 (três) anos para que o profissional permaneça certificado.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

Fonte:

ALATS

Artigo do Alexandre Bartie