Simulados Online da CTFL

O Fábio Martinho divulgou na lista do Quality Assurance vários simulados da CTFL. Segue abaixo, os links:

Os simulados estão em inglês e o resultado é apresentado, após você completar ele. Uma boa para quem está se preparando para a CTFL do ISTQB/BSTQB.

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Certificações de Teste de Software, por que ter uma?

Lá vou eu novamente falar sobre certificações, sinceramente, esse é um assunto que eu já estou cansado de comentar e ouvir falar.

Mas um post do James Bach me colocou na parede, por assim dizer. Pois eu obtive a CTFL e recomendo as pessoas prestarem, e um dos meus planos futuro é tirar a CTAL.

Porém, após a leitura do post do James Bach eu fiquei meio surpreso, mesmo já sendo de esperar tal mentalidade, por assim dizer, do ISTQB. Afinal, as propagandas que vinculam em revistas internacionais, já são bem ao estilo “venha ser da elite do Teste de Software”, o que é claro é BESTEIRA.

Mas o pior não é essa mentalidade elitizada do ISTQB, e sim a mentalidade dos profissionais que buscam uma certificação. Pois, muitos deles vão na onda, e acreditam que tirando a CXYZ irão ser de uma elite de profissionais e/ou serão experts em Teste de Software.

Hoje em dia eu dou risada, ao pensar e constatar que há pessoas pensando desta maneira, pois já fiquei bravo sobre isso, e  é melhor dá risada para não chorar. Afinal, é uma GRANDE ilusão pensar que ao obter o certificado CXYZ você será O cara, principalmente, em se tratando de certificações de nível básico (CBTS-ALATS, CTFL-ISTQB e CAST-QAI), onde você aprende apenas o básico de Teste de Software e está muito, mas MUITO longe do nível de um James Bach da vida.

A verdade é que certificações é um mercado bem lucrativo, e é por isso que há tantas instituições certificadoras, todos estão tentando tirar uma lasquinha do seu bolso, seja com os próprios gastos com o exame, ou com treinamentos. Mas se formos pensar bem, até a educação acabou virando um grande negócio, quantas UNIs estão aí vendendo canudos, com salas com quase 100 alunos e inaugurando novas unidades a rodo. Enquanto isso, quantas unidades Harvard tem? Uma, afinal o foco não é quantidade e lucro, e sim qualidade e formação de pessoas.

Nesta altura do post, você deve está achando que eu sou contra certificações, mas na verdade não sou não, e ainda está nos meus planos tirar a CTAL (aliás, o primeiro exame no Brasil deve ser esse ano e o Syllabus já foi traduzido). E dois são os motivos pelos quais eu investi meu tempo e dinheiro com a CBTS e CTFL e encorajo as pessoas a investirem também:

  • Conhecimento: ao se preparar para uma certificação acabamos obtendo muito conhecimento, principalmente quando estamos iniciando a nossa carreira. E hoje ainda é difícil a gente ver matérias dedicadas a Teste de Software na faculdade, e esse é um dos motivos pelo sucesso das instituições certificadoras no Brasil e porque tantas pessoas buscam obter certificações de nível básico;
  • Mercado brasileiro: é cada vez mais frequente você ver uma empresa exigindo ou colocando como desejável o profissional ter um certificado. E para os cargos de nível junior uma certificação pode ser um bom diferencial, pois mostra que aquele profissional teve dedicação e interesse em obter maiores conhecimentos sobre a área de atuação. Agora para os cargos de pleno e sênior uma certificação costuma ser uma exigência, mas já não representa um diferencial tão bom, pois o mais importante são as experiências, aliás, sempre as experiências são/deveriam ser o mais importante.

Em resumo ainda sou a favor das certificações, pois podemos aprender bastante durante os estudos e elas são uma requisição frequente do mercado brasileiro (que no geral, valoriza as certificações), ou seja, às vezes gostando ou não, precisamos dançar conforme a música.

Mas em relação a CTAL e a CSTE (também estou pensando nela), o motivo principal é o desafio, principalmente em relação a CSTE, que muitos profissionais que prestaram, consideraram bem difícil o processo de qualificação. Não é tanto pelo conhecimento, embora eu deva aprender algo novo durante a preparação, pois vocês já devem ter percebido que eu acompanho vários blogs sobre Teste de Software e aprendo muito com eles, além disso, muitos conhecimentos que realmente são importantes para mim atualmente, não são abordados em exame de Teste de Software, como por exemplo Teste Ágil.

Ou seja, provavelmente ainda irei dedicar um tempo e abastecer o bolso cheio das instituições certificadoras, mas não motivado para participar de uma elite ou coisa do tipo, e sim para obter conhecimentos e a título de desafio.

Mas hoje, com os conhecimentos básicos aprendidos com a CBTS e CTFL, sei me virar sozinho na obtenção e filtragem de informações de Teste de Software, e acabei descobrindo que há conhecimentos muito mais atuais e pertinentes para mim, em blogs, sites e livros do que em materiais de preparação para certificação. 😉

Essa é minha opinião e esses são os meus motivos pelos quais ainda acho válido buscar certificações de Teste de Software.

Por fim, gostaria de frisar que você caro(a) leitor(a) deve buscar a sua opinião sobre certificações, e reconhecer que não há uma verdade absoluta sobre o assunto, pois até as certificações dependem do contexto, vide o mundo de programação, onde as certificações são bem vistas e reconhecidas por boa parte dos desenvolvedores Java, já os desenvolvedores Ruby ignoram as certificações de Ruby.

Tenha os motivos e use as motivações certas ao se preparar para uma certificação. Lembrando-se que a preparação para ela é apenas uma das várias maneiras de se obter conhecimento na área de Teste de Software, e o conhecimento só tem valor quando colocado em prática e/ou compartilhado. 😉

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Certificações, valem a pena?

“Certificações, valem a pena?” esse foi o tema da quarta Mesa Redonda DFTestes, que contou com 19 participantes: eu, Maria Meire, Vinicius Sabadoti, Edwagney Luz, Aline Barbieri, Renata Eliza, Felipe Silva, Sarah Pimentel, Rodrigo Ribeiro, Janaina Trilles, Ricardo Franco, Elias Nogueira, Aderson Bastos, Wagner Duarte, Marcelo Andrade, Vitor Machel, Denis Ferrari, Wesley Baldan e o Eduardo Gomes.

Certificações é um assunto que costuma gerar muita discussão em qualquer comunidade, e como puderam perceber não foi diferente dessa vez, tanto que tivemos a mesa redonda mais agitada (31 respostas). O pessoal mais uma vez deu um show!

Então, chega de blá-blá e vamos para o resumo da mesa redonda, desta vez foi mais difícil ainda resumir, e infelizmente muitos bons comentários tiveram que ficar de fora, então se quiser ler a discussão na íntegra, basta acessar o DFTestes.

Certificações, valem a pena?

Para o Vinicius Sabadoti a certificação pode ajudar na efetivação:

Na minha opinião uma certificação é válida e ela pode ser vista de forma diferente entre as empresas e como estou tentando uma efetivação, uma certificação no meu caso ajudaria sim e muito.

Já para o Edwagney, a questão não é tão simples, e depende de alguns fatores:

Depende de quem está contratando. Se quem está contratando não sabe o que quer, SIM certificação vale a pena. Se quem contrata sabe o que quer, NÃO, uma certificação não vale a pena. Explico o motivo da minha opinião. Creio que em tudo na vida prezamos pela experiência. Como diz o ditado, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”, mais vale uma pessoa experiente e que sabe o que está fazendo do que alguém que tem “n” certificações no currículo e não sabe colocá-las em prática. Sou uma pessoa que gosta e pratica o termo “liderança pelo exemplo”, então mais uma vez uso um exemplo do nosso cotidiano com a seguinte reflexão: Quando procuramos um médico, buscamos saber primeiro quais certificações ele tem ou informações a respeito de seu tempo de profissão e experiência em relação ao problema que queremos tratamento?  A resposta fala por si só.

A Renata Eliza lembrou que uma certificação é um investimento a médio e longo prazo:

Sim! Acredito que as certificações são super importantes.  Mas uma coisa é fato: não tire uma certificação pensando no retorno financeiro imediato. Você pode acabar se frustrando.  Tire pensando na bagagem de conhecimento que vai adquirir.  Porém, não basta apenas se certificar, tem que por em prática.

A nossa área só vai ser valorizada e ter o seu devido reconhecimento quando os profissionais se especializarem (comece com uma certificação!  Quem vai querer pagar “bem” alguém que não faz absolutamente nada de diferente?  A valorização do investimento virá com o tempo.

Para o Felipe Silva:

Depende, se você for ganhar um aumento por ela ou se for acrescentar conhecimento, então Sim. Já estudei materiais de várias certificações, meses de estudo, me acrescentou alguns conceitos, porém por desvio do destino não fiz as provas, conclusão: tenho o conhecimento, mas não o certificado, logo para mim só compensaria tirar a certificação se eu fosse ter um aumento mostrando meu certificado, ou se futuramente eu fosse trocar de empresa ai eu poderia colocar no currículo – como já foi dito, hoje existem muitos processos seletivos que contratam “currículos” e não pessoas.

A Sarah Pimentel citou o interessante post do Elias Nogueira sobre certificação e os do James Bach. E a seguir deu sua opinião sobre a pergunta:

Contra meus princípios, mas sim. Como eu disse, temos que dançar conforme a musica. Até você virar uma lenda, é o que você tem para se destacar.

Na minha opinião depende de uma coisa básica, qual o seu objetivo com a certificação. Se for adquirir conhecimento vale até certificação de corte e costura. Agora se for pra ficar se gabando por aí, e pensar que você é o cara e que depois de conquistar a certificação vai duplicar o salário, sinto muito, mas você irá se decepcionar, e sendo franco, você precisa antes aprender algumas coisinhas que nenhuma certificação te ensina, só a vida.

O Marcelo Andrade compartilhou uma visão interessante:

Certificações em tecnologia sempre valem a pena.
Certificações em produtos de uma dada empresa/organização, quase sempre NÃO valem a pena.

Para o Denis Ferrari:

Sim. Certificações podem ser utilizadas como direcionamento para os estudos. Existem áreas (desenvolvimento por ex.) onde a área de estudo é muito ampla, uma certificação fornece um roteiro que pode ser utilizado como orientação.  Infelizmente a forma principal de avaliar um fornecedor é por certificações (técnicas/qualidade), ou seja, o profissional que tiver uma certificação ajudará a empresa a ser competitiva no mercado.

O Eduardo Gomes acredita que certificações valem a pena sim:

Acredito que as certificações valem muito a pena. Na pior das hipóteses elas servem para que falemos a mesma “língua”.
Mas vejo muitas outras contribuições, por exemplo, para a obtenção de conhecimentos teóricos, para a ampliação da visão sobre testes e para a troca de experiências entre os profissionais da área.

E o Eduardo ainda lembrou que profissionais certificados podem ajudar as empresas em processos de licitações, por exemplo:

Concordo com muita coisa que já foi dita nessa discussão, sobre as certificações não substituírem a prática ou que exista uma exploração financeira por trás de muitas delas, mas vejo também que as certificações continuam representando um diferencial para o mercado.

Já participei de alguns processos de seleção e mesmo de licitações, onde as certificações eram consideradas nas análises. Isso é válido, mas deve ser utilizado como complemento a outros dados considerados. Não se deve dar preferência a trazer para o time um profissional certificado, sem considerar outras questões como experiência e atitude, por exemplo. O conjunto deve ser analisado e quanto mais completo, melhor.

Por que as certificações são hoje em dia tão criticadas?

De acordo com o ponto de vista do Edwagney:

No meu ponto de vista, creio que são criticadas pelo fato de algumas empresas valorizarem mais uma certificação do que a experiência do profissional. Vejo isso com a certificação do PMI. Conheci o PMI em 2000, quando fiz o curso introdutório de gerenciamento de projetos. A chamada para se tornar um GP era de conseguir ganhos bem acima da média de quem não era certificado. Recém-formados, e certamente sem nenhuma experiência, estudavam por alguns meses e conseguiam a certificação e já entravam na empresa achando que já sabiam gerenciar. Só que existe um fator HUMANO por trás da disciplina de gerenciamento que um simples curso preparatório não ensina. É necessário vivência. Nem todo mundo consegue ser gerente. Isso é fato.

Não sou contra certificações, apenas acho que um simples teste, em nenhuma hipótese valida se um profissional é realmente bom naquilo que se certificou ou não. Quem prova isso é o tempo de vivência profissional. O conceito de certificação, deveria ser para auxiliar no aprimoramento dos conhecimentos de um profissional e não certificar que ele entende de determinado assunto, como é vendido hoje.

A Sarah Pimentel citou 5 motivos:

  • Tem um monte de criança na Índia que são certificadas Microsoft (excetuando-se os geniozinhos, é só estudar e fazer uma prova, igual a OAB e por ai vai);
  • Tem bons profissionais que ficam nervosos em uma prova e não é pq não passaram que não sabem;
  • Tem PÉSSIMOS profissionais certificados;
  • Tem profissionais certificados que acham que sabem de tudo porque tem uma certificação e não precisam se desenvolver;
  • Porque às vezes uma certificação conta mais que a experiência.

Na minha opinião, porque foram superestimadas pelo mercado, e os profissionais entraram na onda, e muitos só com o intuito de poder tirar proveitos financeiros futuramente com a obtenção do título. Porém, não vejo muito o cenário acima citado na nossa área, pois são poucas as vagas que pedem profissionais certificados, os profissionais são mais conscientes em relação as certificações e para passar nos exames não é tão fácil assim.

Por que há tantas certificações na nossa área?

O Aderson Bastos foi bem claro, e acredita que isso é bom para a nossa área:

Porque há demanda. Que bom que temos tantas opções!

O Edwagney deu uma interessante resposta, respondendo com uma outra pergunta:

Será que posso afirmar que é pelo fato de ser extremamente rentável para as instituições?

Acredito que o Edwagney pode afirmar sim a sua frase. Certificações é algo muito rentável, e um exemplo clássico é mercado de SAP, se bem que nesse caso, costuma ser rentável para ambos os lados.

Um profissional de Teste de Software deve se restringir as certificações da sua área apenas?

Para o Elias Nogueira, se você tiver experiência em outra área, já é suficiente, você não precisa necessariamente também tirar uma certificação:

Ter conhecimentos em outras áreas conta, mas certificação para isso, na minha visão, não é mandatório. Venho de um perfil técnico, programava profissionalmente em Java. Eu preciso de uma certificação Java? Resposta: NÃO, minha experiência já responde a pergunta. E muitas empresas também tem esse contraponto: experiência x conhecimento (não prático). A certificação pode levar a esse conhecimento não prático.

Para o Edwagney, mais uma vez depende do foco da sua carreira:

Depende do foco que ele quer dar em sua carreira. Se quer uma carreira como técnico, sim, fica restrito. Se quer uma carreira gerencial, definitivamente não. Precisa buscar outros tipos de certificações e conhecimentos inerentes ao contexto em que se quer atingir.

Já para o Felipe Silva, é melhor você tirar uma certificação em outra área, do que tirar uma segunda na mesma área:

Não, mesmo se o foco for à carreira técnica uma certificação em programação na linguagem se você automatiza ou uma certificação em DB é boa, e em minha opinião é melhor ter essas 3 certificações (Testes + Programação + DB) do que 3 certificações de testes de instituições diferentes, pois o que acaba mudando no final é basicamente o nome da certificação, voto sempre pela agregação do conhecimento ao invés da agregação de um certificado (papel).

O Rodrigo Ribeiro é um bom exemplo, de que um profissional não deve focar apenas em certificações relacionadas a sua área:

Não! Mais uma vez: “a oportunidade faz o ladrão” (rs). Eu por exemplo pretendo tirar uma certificação voltada para programação Java daqui a alguns meses. Saber programação/metodologias ágeis/gerência/outros é primordial para formação de um profissional mais completo e com abrangência em mais áreas de estudo e/ou retorno de resultados no trabalho. Vejo pela lista que vários dos grandes nomes de Qualidade de Software tem abrangência/ buscam abrangência em outros “ramos”. Certificações Oracle, Java, Scrum, PMI e outras são exemplo. E claro que a experiência auxilia e muito nisso, fora estar ciente de que aquilo será benéfico no meio em que irá tirar proveito.

Não minha opinião você  não deve se restringi, porém lembre-se que para você saber algo não é necessário uma certificação, como costumo dizer, a certificação é um detalhe dos seus esforços, o mais importante é você aprender. Como o Felipe relatou, se você usar o material de uma certificação para estudar e aprender, você já conquistou o mais importante o conhecimento, a certificação é um mero papel, supervalorizado por alguns. E além disso, acredito que a certificação em outra área só é válido se o conteúdo estudado faz parte do seu trabalho, caso contrário, o melhor a ser fazer é estudar por conta própria, estudando o que vai agregar mais para o seu trabalho.

O Marcelo Andrade lembrou que o profissional da área de Teste de Software é por natureza um generalista:

O velho debate sobre profissionais generalistas versus especialistas.
Mas pela própria natureza multidisciplinar do teste de software, são inerentemente necessários vários conhecimentos para um BOM profissional de testes.

Qual a posição do mercado em relação aos profissionais certificados?

O Aderson Bastos compartilhou a sua visão como empresário:

Se eu estiver com dois candidatos igualmente competentes e somente uma vaga, contratarei aquele que tiver uma certificação que eu valorize.  Contratar ou aumentar o salário de alguém só porque esta pessoa possui uma certificação é algo extremamente arriscado e perigoso.  Os profissionais devem ser reconhecidos e valorizados pelo valor que agregam à organização e não pela quantidade de certificados que possuem. O conhecimento implícito em algumas certificações, ajuda os profissionais a agregarem valor.

O Edwagney compartilhou a seguinte opinião:

Vejo as organizações colocarem certificação como sendo um diferencial, porém outras colocam as certificações como sendo essenciais.

As que colocam como um diferencial, acredito que sejam organizações que sabem o que querem, que sabem o que estão procurando. Não exigem, porém usam como critério de seleção. Caso cheguem em uma situação onde dois profissionais possuem a mesma experiência, usam a certificação para escolher. Acho mais justo.  Já as outras organizações, que colocam como obrigação ter uma certificação, já intimidam pessoas que podem possuir larga experiência a se inscreverem no processo. Nesse caso a organização mostra claramente que não sabe nem de longe o que quer e nem onde quer chegar. Vincula a contratação confiando na pessoa que apresentar o maior número de certificações. E como eu já escrevi, nem sempre quem tem uma certificação ou certificações é melhor do que um profissional que não tem nenhuma.

A Renata Eliza, falou um pouco sobre a posição do mercado de Belo Horizonte:

Percebo, pelo menos aqui em Belo Horizonte, que as empresas não têm exigido certificações.

Elas são um “atributo a mais” para o candidato.

Ainda não pude vivenciar uma disputa por uma vaga com um profissional não certificado. Mas acho que tudo é relativo. Se a empresa quer um recém formado que só sabe fazer os testes “que até a minha mãe faria”, por que vai escolher um profissional certificado e consequentemente mais caro?

Agora, se ela quer um teste especializado e já tem algum conhecimento sobre a área… tende a exigir mais.

O Felipe Silva deu sua visão do mercado de Araraguara – Campinas:

Pelo menos na região que eu vivencio (Araraquara – Campinas), não significa muita coisa, e as empresas não usam certificações como fator obrigatório em contratações, em alguns casos nem dão aumento quando alguém se certifica.

O Rodrigo Ribeiro compartilhou a visão da empresa na qual ele trabalha (que por sinal é a mesma na qual eu trabalho rs):

Na empresa em que trabalho venera-se mais profissionais com experiência/retorno profissional/com potencial do que certificados (apenas). Acredito que essa seja a visão correta, mas na maioria das empresas não é assim. Se uma empresa tem em mãos um currículo de um profissional certificado e outro não (mas com larga experiência na área) pode haver algumas variações de escolha, seja para um lado ou outro. Não que seja errado escolher apenas o certificado, mas uma certificação é diferencial numa disputa para vaga de emprego, para mais (certificação + experiência) ou para menos (certificação e pouca experiência).

Aqui em São Paulo, poucas empresas exigem profissionais certificados, mas com certeza é vista com bons olhos, principalmente na entrevista com o responsável pela área. E acredito que o motivo das certificações ainda não serem pedidas pelas empresas, é que há carência de profissionais interessados em atuar na nossa área, então se elas forem exigir profissionais certificados será mais difícil ainda encontrar.

Agora um “certificado”, ou melhor, um conhecimento que pede-se muito aqui em São Paulo: inglês avançado.

O Marcelo Andrade, falou sobre o mercado de Belém:

Aqui em Belém, em que os nichos de TI são bem característicos, ainda pouco se conhece sobre teste de software. De um modo geral, empresas ainda estão em baixos níveis de maturidade. Não ha uma demanda explícita por profissionais especializados em teste de software, o que acaba sendo considerado um “plus”, um diferencial. Entretanto, os grupos de usuários locais são bem fortes e atuantes, desde diversas tecnologias e linguagens de programação, até gerência e práticas ágeis. Acredito que uma cultura esteja se aprimorando e que devemos ter frutos em um curto prazo ou médio prazo.

Uma nova pergunta surgiu durante a discussão (o que é sempre bom), vinda da Renata Eliza: Das certificações hoje no mercado, qual vale mais a pena?

Das certificações hoje no mercado, qual vale mais a pena?

Para o Elias Nogueira as certificações que mais valem a pena são as avançadas do QAI e do ISTQB:

A certificação que hoje mais vale a pena (não puxando a brasa pro meu lado) é a CSTE para os nível intermediário, pois além da experiência  na área como pré-requisito, tu realmente precisa conhecer de teste para responder as questões dissertativas. Tanto que o índice de aprovação é de 17% e temos hoje 61 certificados CSTE no Brasil.
A certificação CTAL (pós CTFL) também é muito interessante, possuindo três ramos distintos de especialização (gerencia, analista, engenheiro), sendo semelhante com a CSTE em vários pontos.

Eu concordo com o Elias. Para passar numa CSTE ou CTAL tem que ser fera. Lembrando que ambas são avançadas, e além de fazer os exames é preciso comprovar experiência.

Outro ponto interessante, que surgiu durante a mesa redonda, foi que é necessário que os processos seletivos sejam melhores preparados, para poderem conseguir extrair se aquele profissional que está sendo avaliado é realmente competente para a vaga em disputa. E para isso a participação de um profissional da área de Teste de Software é essencial. A Sarah, contou uma experiência interessante que passou:

O que eu vivi nesse sentido é que há pessoas que selecionam um profissional de TI sem entender quais conhecimentos o profissional deveria ter para ocupar aquele cargo. Às vezes elas vão pelo padrão: tem que ser pro ativo, autodidata (…). E não entendem que características um profissional deve ter para ser um automatizador, um analista, um testador, um gerente ou um líder técnico.
Uma atitude louvável dai, é pedir que membros técnicos da equipe ajudem a validar os conhecimentos técnicos. Mas esses técnicos, em sua maioria, não estão aptos a entrevistar alguém e identificar competências reais, avaliar reações de um candidato, etc.
Até agora o que achei a melhor opção é a entrevista técnica com a presença também de uma pessoa de RH, acompanhando o comportamental desse candidato durante a entrevista técnica e mais todas as perguntas normais de RH. Alguns técnicos te perguntam:
  • Conhece Mantis?
  • Conhece QTP?
  • Conhece Test Link?
  • Sim? Ok, passou.
Em uma empresa que trabalhei fiz seleção técnica de profissionais, mas antes disso, alem de ser acompanhada por uma pessoa de RH, tive um treinamento sobre competências, o que são, como se desenvolvem, como se expressam, que perguntas permitem que o candidato se venda melhor (e a gente quer que ele se venda mesmo), etc. Em contrapartida, eu e meu colega que fazíamos a seleção, preparamos um workshop pro RH entender quais eram as atividades pertinentes ao time de teste, como esses profissionais de encaixavam na ‘maquina’ da empresa, que características eram importantes, etc.
Bom, no fim o pecado era que o currículo e as certificações contavam igual pro cargo/salário da pessoa. Mas ao menos parte do processo estava no melhor caminho, na minha opinião

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Encontro Internacional do ISTQB no Brasil em 2010

Muito boa a iniciativa do BSTQB,  o representante oficial do ISTQB no Brasil, de aproveitar a realização do encontro do Conselho do ISTQB, que ocorrerá no próximo ano no Rio de Janeiro, para também realizar um evento aberto em São Paulo, com duração de dois dias e voltado a área testes, contando com a participação ativa do Conselho brasileiro BSTQB.

Segue abaixo, maiores informações retiradas do site do BSTQB:

Em março de 2010 o Brasil sediará o encontro do Conselho do ISTQB (International Software Qualifications Board). Esse encontro contará com a presença dos Conselhos nacionais de cada país, onde o ISTQB é representado. Estarão presentes diversos nomes de destaque da área de testes de software, colocando o Brasil em foco. Será na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de março. Essa é a primeira oportunidade do Brasil em sediar esse evento internacional, tendo disputado essa oportunidade com outros países.

Em conjunto com a reunião do ISTQB, teremos um evento aberto em São Paulo, com duração de dois dias e será voltado a área testes, contando com a participação ativa do Conselho brasileiro BSTQB. Esse evento terá a junção do público nacional e internacional, trazendo discussões atuais e relevantes sobre o tema ao nosso mercado. Diversos participantes do encontro do ISTQB estarão presentes nesse congresso, trazendo uma oportunidade única para o mercado brasileiro. Dados sobre esse evento serão divulgados pelo BSTQB.

O ISTQB é um Conselho internacional formado em 2002 e composto por representantes de mais de 40 países, os denominados conselhos membros. O número de Conselhos membros tem crescido a cada ano, demonstrando a importância e a abrangência do Conselho internacional. Esse Conselho é dedicado à disciplina de testes de software, e promove o profissionalismo na área através de um programa de certificações profissionais. O BSTQB é o Conselho membro brasileiro, formado em 2006 e com crescente aderência dos profissionais à suas atividades. Atualmente são mais de 120.000 certificados ISTQB no mundo, e mais de 500 certificados no Brasil, sendo a maior certificadora em testes de software no Brasil e no mundo. O ISTQB e seus Conselhos membros são entidades sem fins lucrativos. Essa estrutura traz transparência para suas ações, justificando seu sucesso e reconhecimento no mercado.

Três vezes ao ano, o ISTQB reúne seus membros dos Conselhos em uma reunião, o General Assembly Meeting, com diversas metas:

– Divulgação do status do programa de certificação;
– Tomada de decisões em relação a atividades do Conselho;
– Realização de votações relativas ao Conselho diretor; corpo de conhecimento, grupos de trabalhos, entre outros,
– Discussão e votação em relação à entrada de novos Conselhos membros.

Essa reunião tem uma grande importância para o encaminhamento das atividades do Conselho internacional. Também é de grande importância para o país que a sedia, visto que muitos nomes de destaque da área comparecem, contribuem com a comunidade, além de ser uma oportunidade de negócios e contatos.

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P.S.: Agora é aguardar, maiores detalhes sobre o evento. 😀

Simulados CTFL-BSTQB

Algo que ajuda muito, na preparação para certificações é a realização de simulados. E como disse aqui, montei um grupo de estudo na empresa que trabalho, para a certificação CTFL-BSTQB.

No começo dos estudos, todos me perguntavam se eu tinha algum simulado, e eu só tinha os do grupo do BSTQB, até o momento que entrei em contato com o Luiz Gustavo, que já obteve a certificação, e me passou uma porrada de simulados (aliás, muito obrigado!). Porém, eles estavam em inglês e como nem todos têm facilidade com o idioma e a prova aplicada pela BSTQB é em português, resolvi traduzir esses simulados.

Bem, chega de conversa, e vamos ao que interessa, os simulados. Segue abaixo, o link para download dos simulados traduzidos e dos originais em inglês:

http://bit.ly/simulados-ctfl

http://bit.ly/simulados-originais

São 6 simulados traduzidos, três com 20 questões e outros três com 40 questões, que é a quantidade de questões da prova oficial. Ou seja, no total são 180  questões.

Já os simulados originais (em inglês) têm 27 questões a mais, por ter algumas repetidas e outras um pouco “estranhas”, que preferi não traduzir.

Caso alguém encontre algum erro nos simulados, por favor reporte para meu e-mail (ffc.fabricio@gmail.com.br). E se tiverem alguma dúvida, sugestão ou crítica, sintam-se à vontade em comentar.

Espero que os simulados ajudem nos estudos e na futura obtenção da certificação.

Bons estudos a todos!

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