Impressões do 6º Encontro Mensal da ALATS São Paulo – parte 2

Ontem, às 19:00 teve início a segunda parte da palestra “Agile e Scrum – O Tsunami da Agilidade na Praia dos Testes: Novos Modelos, Novas Ferramentas”, feita pelo Jorge Diz, no 6º Encontro Mensal da ALATS. A primeira parte da palestra ocorreu no final do mês setembro (30/09/09), porém teve que ser encerrada, antes do seu término, por ter ultrapassado o tempo disponível.

Abaixo, compartilho as minhas impressões sobre o encontro.

Sprint 1

Como de costume (aliás, um mal costume) cheguei em cima da hora. Ao entrar no auditório percebi que público presente era menor do que da última palestra, totalizando 9 pessoas. E dentro do auditório tinha uma mesinha, com o coffee, o que me fez pensar que não haveria o break, fato que acabou se concretizando. Ou seja, o Jorge planejou passar todo conteúdo numa sprint única.

O início da palestra se deu com o palestrante falando sobre o novo modelo de testes, necessário ao se utilizar metodologias ágeis. Utilizando a excelente explicação do fluxo ponta-a-ponta (erro -> defeito -> falha -> diagnóstico -> correção), influenciado pela metodologias ágeis, onde:

  • O erro pode ser evitado utilizando o conceito de Poka-yoke, como por exemplo, usando linguagens de tipagem forte (ex. Ruby);
  • Outra maneira de utilizar uma ferramenta que execute automaticamente os testes, a cada mudança nos arquivos do projeto relacionados com a mudança, ou seja, uma ferramenta que faça um teste de regressão de acordo com a mudança realizada, para verificar se a mesma não quebrou nada. Exemplo de tal ferramenta é o Autotest (que faz parte do pacote ZenTest);
  • Para encontrar defeitos é necessário… testes :);
  • É possível facilitar a identificação do motivo da falha, analisando a pilha de execução, exceções, logs e utilizando predicados fluentes (uma maneira de torna mais legível o método);
  • Para realizar o diagnostico é necessário ter uma gestão de configuração e depois reportar utilizando uma ferramenta de gestão de incidentes, famoso bugtracking;
  • Após a correção, se faz necessário a realização dos testes de regressão.

Agora você pode está pensando: mas boa parte das coisas que foram citadas eu já realizo no meu dia-a-dia?

Porém, utilizando agile muita dessas tarefas são realizadas de forma automatizada, realizando integração contínua, que acaba minimizando a quantidade de defeitos que seriam encontrados pela pessoa que fosse realizar o teste. E o mais importante é que o foco das metodologias ágeis é que o feedback  possa ser o mais rápido possível (lembra do manifesto ágil: “Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas”. Trazendo isso para a realidade de Teste de Software, significa que o fluxo ponta-a-ponta será mais ágil;) o desenvolvedor pode receber o feedback da existência do defeito em “tempo de programação”, utilizando uma ferramenta do tipo Autotest.

Um ponto interessante que o Jorge Diz levantou, foi a carência de fontes falando sobre Teste de Software em metodologias ágeis, porém há uma excelente fonte, o livro da Lisa Crispin e Janet Gregory chamado Agile Testing (eu tenho ele, e recomendo fortemente aos interessados, é sem dúvida, a melhor bibliografia sobre o assunto até o momento).

Em seguida, o palestrante apresentou novamente a pirâmide frágil, na qual a maioria dos testes executados são testes de interface e poucos testes de unidade e integração são realizados. E o modelo ágil propõe uma inversão dessa pirâmide, como pode ser visto na figura abaixo.

TestingPyramid

Uma boa metáfora existente para explicar a diferença entre os três níveis de teste apresentados na pirâmide, feita pelo Patrick Wilson-Welsh, citado no livro Agile Testing, é a do três porquinhos. A camada de baixo é feita de tijolos, os testes são sólidos, e não vulneráveis ao sopro do lobo mau. Já a camada do meio é feita de madeira, precisa ser modificada com uma frequência maior do que a camada de tijolos, para permanecer resistente ao sopro do lobo mau. Por fim, a camada do topo é feita de palha, é difícil ela ser mantida no seu lugar e o lobo pode facilmente derrubá-la. Ou seja, se temos muitos testes feitos de palha, iremos precisar gastar muito tempo colocando-os no lugar.

Logo após, a explicação sobre a pirâmide dos testes, Jorge Diz falou sobre as escolas de teste, e os consensos que existem em comum entre elas:

  • Não é possível testar tudo;
  • Quem testa deve ter atitude crítica;
  • Testes tem custo;
  • Testes informam sobre risco;
  • Áreas concentram defeitos (bug clusters).

Encerrada a parte dos consensos, chegou a hora de falar sobre automação de testes no contexto ágil. Parte na qual foi apresentada uma série de ferramentas, de acordo com cada nível de teste e também uma explicação de alguns conceitos.

Para iniciar o assunto, o Jorge Diz logo apresentou as vantagens e desvantagens da automação:

Vantagens

  • Menos sujeita a falhas humanas, desatenção;
  • Menos sujeita a interpretações;
  • Executar testes automatizados é muito mais barato que manualmente, quando repetidos;
  • Regressão torna-se mais abrangente.

Desvantagens/Dificuldades

  • Dependência de sistemas externos;
  • Dependência internas do sistemas;
  • Controle sobre o ambiente;
  • Lentidão em alguns tipos de teste;
  • Fragilidade da API/interface usuário;
  • Custo da automação pode ser alto;
  • Necessidades de pessoas especializadas, o que geralmente, gera um maior custo.

O Jorge explicou um paradoxo bem interessante, o do campo minado,  no qual ficou bem claro a necessidade de realizar variações de cenários/caminhos de teste. Afinal, o intuito testes é que as minas explodam. 😉

Continuando a explicação sobre automação de testes, foi a vez de falar sobre as ferramentas existentes para realizar testes de sistemas Web:

  • Simular o browser – htmlUnit, Webrat;
  • Executar in browser em javascript – Selenium;
  • Adicionar browser a partir de um programa em Java – Selenium RC;
  • Acionar browser a partir de um plugin do browser – Selenium IDE;
  • Acionar browser a partir de um wiki – StoryTest IQ (Selenium + FitNesse);
  • Acionar browser a partir de um editor de workflow – CubicTest (Selenium + plugin Eclipse).

E necessário ter conhecimento sobre o que estamos testando, com determinada ferramenta, e para explicar isso, o Jorge citou as seguintes ferramentas:

  • Xunit – Módulos, classes isoladamente;
  • FIT – regras de negócio;
  • Cactus – funcionalidades de componentes web;
  • Selenium– Interface usuário;
  • JMeter – Estresse/desempenho.

Depois foi a vez de falar sobre as ferramentas XUnit, onde o Jorge começou falando que o programador gosta de programa e não gosta de tarefas manuais e repetitivas e por isso devem investir na utilização de tais ferramentas, para realizar os testes de forma automática e aumentar a qualidade do código.

Com testes automatizados,  os programadores conseguem gostar de testes, e testar torna-se uma tarefa central do desenvolvimento.

Em um time focado em automação de testes, há algumas mudanças:

  • Testes passam a ser ferramentas de desenvolvimento;
  • Teste unitário ocorre paralelo à codificação;
  • Rede de segurança para refatoramento;
  • Exemplos de uso do código sendo desenvolvido;
  • Complementos à compilação passam a existir (testes unitários, por exemplo);
  • Especificação de comportamento;
  • Validação para a integração contínua;
  • Adoção de um ambiente comum;
  • Infraestrutura para outros tipos de teste.

É importante também salientar as premissas para os testes unitários:

  • Teste unitário centrado no desenvolvedor;
  • Resultado independente da ordem de execução;
  • Independência entre métodos de teste;
  • A suíte de testes deve ser executada em alguns segundos;
  • Todo recurso está sob controle do programador (não pode depender do link de internet, banco de dados, sistema legado, etc);
  • Não é testada a integração;
  • Testes na mesma linguagem que o código sob teste;
  • Resultado não sujeito a interpretação (ou passou ou não passou);
  • Não colocar if no método de teste, se tiver ele é suspeito.

O Jorge Diz falou que o grande problema de realizar testes unitários é lidar com dependências. Levantando os seguintes pontos:

  • Se não consigo instanciar facilmente, não consigo testar;
  • Dependências podem se manifestar apenas em tempo de execução;
  • Dependências problemáticas precisam ser eliminadas ou substituídas.

Então a dúvida que surgiu foi: como lidar com dependências?

E a resposta: é preciso eliminar ou substituir.

Eliminar

  • Mudança no design para melhorar a testabilidade (exemplo da “vareta” para verificar o nível de óleo do motor);
  • Código-alvo precisa mudar para poder ser testado.

Substituir

  • Colaboradores substitutos em tempo de testes;
  • Dependências configuráveis(injeção de dependência, instrumentação).

E o importante: Se não conseguir eliminar ou substituir, não é teste unitário!

Em seguida o Jorge fez uma bela explicação sobre os colaboradores:

  • Dummy (sub objeto) – esta aí apenas para cumprir tabela;
  • Stub (método) – retorna uma resposta pré-definida;
  • Mock (objeto)- define previamente o comportamento esperado das interações da classe-alvo com o colaborador (proativo se ver algo errado ele já avisa, pois ele já tem incorporado o que tem que ser feito no Play[quando executa o teste]);
  • Fake (serviço/objeto) – substitui um serviço por uma implementação mais apropriada para o testes;
  • Spy (método/objeto)- registra comportamento para verificação posterior.

E há duas maneiras de testar de forma unitária:

  • Teste de estado – Verifica o estado da classe-alvo depois de exercitar uma funcionalidade;
  • Teste de interação- Verifica a comunicação da classe alvo com seus colaboradores.

Logo após a explicação sobre testes unitários e o uso de Xunit, o Jorge começou a explicação sobre o Selenium, e suas variações, que é voltado para testes de interface Web. E na sequência o Jorge falou sobre o FitNesse, voltado para testes de aceite.

O FitNesse tem as seguintes características:

  • Ferramenta wiki, que pode ser utilizada por Analista de Teste e de negócios;
  • Especificação de requisitos em planilhas;
  • É possível utilizar o FitNess usando DSL (Domain specific language), que serve para que seja criada uma linguagem mais próxima do usuário, você cria um conjunto de frases que podem ser utilizados depois;
  • Codificação de fixtures pode ser feita por programadores.

Também é possível importar um arquivo do excel para html, que é interpretado pelo FIT (FiTNess = Fit + Wiki).

Depois o tema foi BDD (Behavior-driven development), no qual há um formalismo para escrita de testes de cenários de negócio, geralmente da seguinte maneira:

  • Parte explicativa: Sendo um <Papel>, eu quero <funcionalidade>, porque <motivação>;
  • Parte executável: Dado que <pré-condições>, quando <ação>, então <verificações>.

Por fim, o Jorge citou as ferramentas que podemos usar com BDD:

Após, o término da palestra começou uma sessão de perguntas, que logo se tornou numa “mesa” de discussão (muito boa por sinal), onde variados temas foram discutidos: CMMI e metodologias ágeis, RUP é ágil ou não, dificuldades de implantar agile, as mudanças que ocorrem na área de Teste de Software e a maneira que ser realiza os  testes e vários outros assuntos relacionados a palestra.

Conclusão

A segunda parte da palestra do Jorge Diz, foi muito boa. Ele começou já falando sobre metodologias ágeis, e a palestra fluiu muito bem, sobrando até um bom tempo para as perguntas, que acabaram gerando uma excelente discussão (não é todo dia que você consegue discutir sobre agile e Teste de Software). 🙂

Com a palestra do Jorge Diz, acredito que ficou claro para todos os presentes, que o tsunami da agilidade pode melhorar muito a maneira como realizamos os testes, tornando o processo muito mais efetivo, além disso, as metodologias ágeis já tem na sua essência a preocupação com a qualidade do software, e ela não é uma preocupação/responsabilidade de apenas uma área, e sim de todos comprometidos com o projeto. 😀

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Impressões do 6º Encontro Mensal da ALATS São Paulo

Ontem (30/09/09) ocorreu o 6º Encontro Mensal da ALATS SP. Desta vez, sobre um tema bem atual “Agile e Scrum – O Tsunami da Agilidade na Praia dos Testes: Novos Modelos, Novas Ferramentas”, palestrada pelo Jorge Diz, Mestre em Engenharia Elétrica e Bacharel em Ciência da Computação, pela UNICAMP, e instrutor na Globalcode.

A seguir, relato as minhas impressões sobre o encontro.

Primeira parte

Ao chegar (cheguei alguns minutos atrasados) o Jorge estava mostrando uma cena do filme Matrix.

Em seguida, comentou que tentaria dá uma de Morpheus, referindo-se a apresentação de ambas metodologias tradicional (cascata/modelo-V) e a ágil (Lean, Scrum, XP e Context Driven). E ainda disse que seria necessário tomar a pílula vermelha para entender esse novo paradigma.

Um ponto bem interessante levantado pelo Jorge, logo no início, foi que errar faz parte do aprendizado, e como o desenvolvimento de software, acaba sendo um aprendizado constante, exercido durante um período de tempo (projeto), errar faz parte. E o fluxo do erro é o seguinte: erro -> defeito -> falha -> diagnóstico -> correção.

Portanto, precisamos tomar medidas para que o defeito se revele o mais cedo possível. Afinal, quanto mais cedo ele for descoberto, menor será o seu cu$to.

Depois o Jorge apresentou o modelo cascata de desenvolvimento de software e na sequência argumentou sobre as suas características relacionadas com a área de testes e seus resultados, que resumindo:

  • Como é necessário que os requisitos sejam precisos, precisamos fazer com que o cliente pense tudo antes! Resultando em um detalhamento precoce dos requisitos;
  • A arquitetura torna-se hipertrofiada, o design especulativo e o desenvolvimento Nostradamus. Pois acabamos tentando atender mais do que as necessidades do cliente, não há muito contato com o mesmo, durante o desenvolvimento. Portanto, pensamos no que achamos que ele gostaria de ter e não no que ele realmente precisa, e além disso o desenvolvedor é orientado ao e se
  • Poucos podem conversar com o cliente, e a orientação e de que é melhor nem ouvir, pois ele sempre irá pedir mais, ou mudar algo;
  • Como há menor feedback do cliente, a chance de desenvolver funcionalidades inúteis é grande;
  • A fase de teste acaba, geralmente, sendo zipada, ou seja, quando ela é iniciada o prazo está quase no fim, isso quando já não está estourado. Resultando numa entrega com um nível inadequado de testes e as falhas aparecem no pior momento possível, em produção.

Durante essa parte da apresentação o palestrante apresentou dois gráficos interessantes, um bem famoso e o outro nem tanto assim:

utilizacaofuncionalidades

O primeiro é o famoso Princípio de Pareto aplicado ao desenvolvimento de software, pelo qual 20% das funcionalidades costumam gerar 80% ou mais do benefício esperado.

Já o segundo apresenta uma comparação entre metodologias ágeis e tradicionais, onde é possível observar que o retorno do investimento (ROI) ocorre mais cedo e é maior do que utilizando metodologias tradicionais.

Para terminar a primeira parte o Jorge falou sobre inspeções e revisões.  Onde ficou claro que é importante realizar inspeções e revisões, porém elas não substituem os testes, até porque encontram outros tipos de defeitos.

Coffee Break

Vinte minutos de um delicioso coffee break, onde o pessoal pode conversar mais e se conhecer melhor, o famoso encontro das ilhas (rsrs).

Segunda parte

Voltando do coffee break o José Correia fez uma breve apresentação sobre a ALATS e o encontro semanal, trazendo novas notícias:

Continuando a apresentação, o Jorge Diz comentou sobre o modelo V, analisando os resultados que ele traz para a área de Teste de Software:

  • O tempo entre o erro e a correção ainda é longo;
  • Ainda ocorre detalhamento precoce dos testes, sem execução para atestar sua validade.

Finalmente, o palestrante chegou ao tema do encontro, dizendo que era necessário um novo modelo para o desenvolvimento, e que esse novo modelo precisava encurtar os ciclos de desenvolvimento.

O Jorge fez uma boa introdução sobre metodologias ágeis explicando o seu nascimento, o manifesto ágil (espécie de pai-nosso das metodologias ágeis) e citou as principais metodologias ágeis:

  • Lean: modelo conceitual;
  • Scrum: gestão;
  • XP: práticas de engenharia;
  • Context-Driven: técnicas de testes.

E “lógico” que numa apresentação sobre metodologias ágeis, o pobre RUP tinha que ser criticado, então Jorge fez a comparação entre os papéis existentes no RUP (muitos) e os 3 papéis existentes no Scrum (solicitante – PO, facilitador – Scrum Master e time). Eu particularmente, não acho que o RUP seja o vilão, o que ocorreu/ocorre é que muitas pessoas não souberam interpretar ele (exemplo: os papéis do RUP são “chapéus”, e não cargos!).

Logo após ter feito a comparação entre os papéis do RUP X Scrum, que já tinha gerado uma discussão com o público, o Jorge comentou que a pessoa de teste está dentro do time de Scrum e que também necessita ter conhecimentos de programação, o que gerou mais uma boa discussão com o público.

Após a discussão, o Jorge Diz fez comparações do que é possível fazer em 15 segundos (entender um método), 15 minutos (gerar um build testado), 15 horas úteis (uma funcionalidade), 15 dias (um sprint) e 15 semanas (uma entrega).

E por fim o palestrante falou sobre o novo modelo de testes, no qual há mais testes unitários do que testes de integração e menos testes de sistemas do que de integração, ou seja, o inverso do que ocorre utilizando metodologias tradicionais. E explicou o quadrante de testes ágil, desenvolvido por Brian Marick.

TestingPyramid

testquad

Considerações finais

Na minha opinião, a palestra teve um excelente início, no qual o Jorge Diz contextualizou muito bem e com uma ótima explicação o cenário do Teste de Software, perante as metodologias tradicionais. Porém, essa parte foi muito longa e comprometeu a parte mais importante do encontro, já que o tema foi “Agile e Scrum – O Tsunami da Agilidade na Praia dos Testes: Novos Modelos, Novas Ferramentas” e deu tempo só para ver um pouco sobre metodologias ágeis. Sobre as ferramentas, o Jorge apenas citou algumas (autotest, Cucumber, Junit, FitNesse, etc), de forma rápida, no final da apresentação. Ou seja, acabamos sendo atingidos pelo Tsunami, mas morremos na praia, devido ao tempo. Quem sabe o Jorge Diz não pode voltar num próximo encontro, até porque, estava muito interessante e o pessoal estava com várias dúvidas.

Para encerrar o post, gostaria de agradecer a todos que foram, o auditório estava lotado! E parabéns a todos da ALATS-SP, em especial ao José Correia pela iniciativa do encontro e por seguirem firme, que venha o sétimo!

P.S.: Assim que for disponibilizada a apresentação utilizada no encontro, eu atualizo o post com ela. 😉

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Fonte – Imagens

http://improveit.com.br/xp/desenvolvimento_tradicional

http://agile101.net/2009/07/22/self-funding-projects-a-benefit-of-agile-software-development/

6º Encontro Mensal da ALATS-SP

Pessoal,

O tema do 6º encontro mensal, promovido pela ALATS-SP, será “Agile e Scrum – O Tsunami da Agilidade na Praia dos Testes: Novos Modelos, Novas Ferramentas”, apresentado pelo Jorge Diz, Mestre em Engenharia Elétrica e Bacharel em Ciência da Computação, ambos pela UNICAMP.

Acredito que será uma excelente oportunidade para compreender melhor a influência que as metodologias e práticas ágeis podem ter na nossa área, assim como trocar experiências sobre o assunto.

Segue abaixo, maiores informações sobre o encontro, retiradas da página da ALATS-SP:

Data: 30 de setembro (quarta-feira)
Horário: 18:30 – 22:00
Local: Av. Paulista, 726 – 17º andar conj. 1707D – próximo a estação de metro Brigadeiro

Objetivo:

Aumentar o contato entre profissionais da área de Teste de Software e Garantia da Qualidade, bem como estimular a troca de conhecimentos, experiências e práticas de sucesso.

Tema do Encontro:

Agile e Scrum – O Tsunami da Agilidade na Praia dos Testes: Novos Modelos, Novas Ferramentas.

Conteúdo:

O modelo de desenvolvimento ágil sacode muitas das confortáveis premissas nas quais se baseava o desenvolvimento de sistemas até poucos anos atrás. A gestão da qualidade de software em geral, e as disciplinas de teste em particular, passam a ser afetadas substancialmente por este novo modelo:muda a inserção do profissional de testes dentro do processo, muda a importância relativa das técnicas de teste, muda a forma e o foco da gestão.

Novos focos e novas necessidades inspiram novas ferramentas. Paradoxalmente, coube aos desenvolvedores ágeis investir grande esforço em ferramental específico para testes e qualidade, mas os profissionais de testes e qualidade não têm participado ativamente deste processo.

Na primeira parte desta palestra, serão apresentadas as premissas do teste de software num contexto ágil, discutindo
como as mudanças do modelo afetam o perfil do profissional de testes do ponto de vista da gestão, da adoção da automação, das novas capacidades e habilidades necessárias, e dos papéis dentro da organização de desenvolvimento.

Na segunda parte, serão apresentadas novas ferramentas de teste originadas na comunidade ágil para suportar as necessidades de teste automatizado: bibliotecas para teste unitário, dublês de teste, (acceptance-)test-driven development, behavior-driven development, arquiteturas para favorecer a testabilidade, linguagens específicas de domínio e inserção do teste automatizado na integração contínua.

Agenda:

18:30 Credenciamento e networking entre os participantes
19:00 Início da palestra
20:00 Coffee break e networking
20:30 Continuação da palestra
21:30 Espaço aberto para discussão de temas da ALATS e da comunidade de Qualidade de Software em geral
22:00 Encerramento

Palestrante:
Jorge Diz, Mestre em Engenharia Elétrica e Bacharel em Ciência da Computação, ambos pela UNICAMP.

Consultor com mais de 25 anos de experiência em tecnologia da informação, abrangendo desenvolvimento, testes, requisitos, liderança de projetos, pesquisa tecnológica e ensino. Atuou principalmente nos setores financeiro e de telecomunicações, em grandes empresas.

Começou a trabalhar com testes em 1994 e a estudar metodologias ágeis em 2000. Apresenta frequentemente palestras sobre tecnologia Java, testes e metodologia em eventos técnicos e acadêmicos, incluindo várias edições do JustJava e XP Brasil. Foi responsável pela trilha de metodologias no TDC (The Developers´ Conference) 2008 em São Paulo.

Atualmente é instrutor na Globalcode, onde se especializou em treinamento de teste de software baseado em ferramentas open source para times ágeis. Possui as certificações CSM, SCJP e SCWCD.

Inscrições:

– Associados ALATS: R$ 25,00
– Não Associados: R$ 30,00

A participação na palestra Vale 3 PDTS para a renovação da CBTS
Reserve pelo e-mail sp@alats.org.br

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2º Encontro Mensal da ALATS São Paulo

O 2º encontro mensal da ALATS em São Paulo terá como tema, algo que gera bastante discussão e que muita gente se descabela na hora de fazer: Estimativas.

E nesse encontro teremos a oportunidade de tirar as nossas dúvidas com uma especialista no assunto, a Cristiane Pelossi Genovese Barroso, CFPS – Certified Function Point Specialist.

E é claro que eu não vou perder essa oportunidade. 🙂

Segue abaixo, mais dados sobre o evento, recebidos por e-mail:

A Diretoria Regional da ALATS em São Paulo convida para o seu 2º Encontro Mensal.

Objetivo: Aumentar o contato entre profissionais da área de Teste de Software e Garantia da Qualidade, bem como estimular a troca de conhecimentos, experiências e práticas de sucesso.

Tema do Encontro: Estimativas

Agenda:
18:30 Credenciamento e Networking entre os Participantes
19:00 Estimativa do Tamanho do Software através da APF
20:00 Coffee break e Networking
20:30 Estimativa do Esforço de Teste através da APT
21:00 Outras Formas de Estimar
21:30 Espaço aberto para discussão de temas da ALATS e da comunidade de Qualidade de Software em geral
22:00 Encerramento

Conteúdo da Palestra
· Estimativa do Tamanho do Software através da Análise de Pontos de Função (APF), por Cristiane Pelossi Genovesi Barroso
· Estimativa do Esforço de Teste através da Analise de Pontos de Teste (APT), por José Correia
· Outras Formas de Estimar

A participação na palestra Vale 3 PDTS para a renovação da CBTS

Palestrantes:

Cristiane Pelossi Genovese Barroso, CFPS – Certified Function Point Specialist, tradutora para o português do Counting Practices Manual, o guia oficial da Análise de Pontos de Função, proprietária da Softsize e gerente em uma das principais consultorias de TI brasileiras.

José Correia, diretor regional de São Paulo da ALATS, coordenador da Iterasys, 14 anos de atuação na área de TI. Formado em Processamento de Dados pela FATEC, pós-graduado em Gestão Empresarial pela CEETEPs-IPEN/USP, certificado CBTS, CSTE e CTFL, entre outras.

Local: IMAM – Rua Loefgreen, 1.400 – Vila Mariana – próximo a Estação de Metrô Santa Cruz, estacionamento no local (não incluso)

Data: 13 de Maio (quarta-feira)

Horário: 18:30 – 22:00

Inscrições:
– Associados ALATS: R$ 25,00
– Não Associados:    R$ 30,00

Reserve pelo e-mail contato@iterasys.com.br

Bônus: A Iterasys sorteará entre os participantes 1 vale desconto em seus treinamentos no valor de R$ 400,00.

Dúvidas: contato@iterasys.com.br (11) 3254-7625

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Impressões do 1º Encontro Mensal da ALATS São Paulo

Ontem em São Paulo das 18:30 às 22:00 ocorreu o 1º Encontro Mensal da ALATS São Paulo, sendo também o 1º encontro de Teste de Software a ser realizado pela ALATS.

Abaixo relato quais foram as minhas impressões sobre essa excelente iniciativa da ALATS.

Expectativa

Antes de falar do encontro em si, é bom falar do eu esperava dele. Bem, eu já estava empolgado pela iniciativa e oportunidade. E o legal desse tipo de evento é que ele acaba sendo menos formal, tem um menor público e é mais  focado, afinal é um encontro.

Primeira impressão

Ao chegar no local do encontro, juntamente com os amigos do trabalho (Daniele Guimarães, Francisco Simões e Rodrigo Ribeiro) ficamos com uma sensação de que parecia que não ia ser AQUELE encontro. Pois havia só mais um outro grupo de umas 4 pessoas no local. E eu pensei que o encontro seria no auditório do IMAM (aliás, o mesmo local em que eu fiz a prova da CBTS). Mas não o encontro ia ser numa salinha ao lado, com espaço para umas 20 pessoas.

Primeira parte do encontro

José Correia, diretor regional da ALATS São Paulo, iniciou o encontro falando um pouco sobre o objetivo desses encontros, que é proporcionar uma forma de contato entre as “ilhas” de testadores de software, pois atualmente há muitos testadores, porém quase todos em “ilhas” e o encontro mensal pode ser uma maneira de aproximar esses profissionais para troca de informações e experiências. E ainda disse que os participantes dos encontros também podem participar do encontro como palestrante.

Logo em seguida, todos os participantes se apresentaram, e foi um dos momentos mais legais do evento.

“Parar tudo!”…”O senhor é um fanfarrão em Fabrício!”…”Dizer que um dos momentos mais legais do evento foi a apresentação das pessoas, é brincadeira…nem quero saber como foi o restante do encontro!”

Que isso, vou explicar melhor porque achei esse momento legal: ao todo tinhas umas 14 pessoas e o José Correia pediu para cada um ser apresentar de forma breve, porém alguns se empolgaram e comentaram um pouco sobre a experiência deles na área (o que foi muito válido). Daí pareceu uma “terapia em grupo” (leia-se TA – Testadores Anônimos), onde um falava sobre determinada situação e  o outro falava que já passou por isso, etc.

Acredito que esses momentos são bem legais, pois sinto que muitas vezes estamos muito bitolados com os estudos e o trabalho, e muitos de nós não tem essa oportunidade de falar sobre o trabalho com pessoas da mesma área (eu mesmo tenho poucos amigos que trabalham com Teste de Software, tirando os amigos do trabalho).

E também estamos em uma era onde lemos muito e discutimos pouco, aliás, esse é um motivo pelo qual esquecemos muitas das coisas que lemos e estudamos.

Agora sobre a primeira parte da palestra, cujo tema era: O ano de lançamento do livro “The Art of Software Testing”, por Glenford Myers. O José Correia abordou com bastante propriedade o assunto, comentando sobre os capítulos dessa obra que é considerada a bíblia do Teste de Software, sempre fazendo comparações com a época de Myers, década de 70, e os anos atuais.

Segunda parte do encontro

Após um belo de um Coffee Break, José Correia continuou a sua apresentação, comentando sobre os capítulos do livro de Myers.E ainda falou sobre o futuro do Teste de Software, tendo como base as 10 tendências de TI (ele citou as de 2008, que ainda são válidas).

O mais legal da apresentação do José Correia foi a maneira (bem otimista) que ele ilustrava o Teste de Software e a sua importância, tanto quando comentou sobre o livro de Myers, como quando falou sobre o futuro da nossa área. Particularmente, também vejo com bastante otimismo o futuro da nossa área 🙂

A conclusão que chegamos ao final da apresentação é que muitos dos conceitos que Myers falava em 1979, ainda são válidos para os dias atuais. Tanto que os livros e certificações de Teste de Software, sempre têm como referência o livro “The Art of Software Testing”. E Teste de Software é uma área que está crescendo e irá crescer ainda muito, pois cada vez será mais necessário testar software.

Quem quiser fazer o download da apresentação, ela está sendo disponibilizada no site da Iterasys, link abaixo:

http://www.iterasys.com.br/downloads/ALATS-SP-Encontro-Mensal-001.pdf

Considerações finais

Com certeza o primeiro encontro da ALATS foi um sucesso! Pudemos compartilhar experiências, conhecer novas pessoas da área e ainda ter uma excelente palestra com o José Correia.

Agora é torce para que esses encontros aconteçam mensalmente mesmo. E para que isso aconteça, também precisamos ajudar. Pessoal participem e divulguem o encontro, quem sabe a próxima já não pode ser no auditório do IMAM e com ele lotado!

Parabéns a ALATS pela iniciativa e a todos os participantes do primeiro encontro, espero que esse seja o primeiro de muitos!!!

Notícias quentes

Além da excelente apresentação e encontro, ficamos sabendo sobre:

  • O BRATESTE 2010 já tem data definida para acontecer! 23, 24 e 25 de março de 2010. Agora serão três dias de evento \O/. E ele será realizado em São Paulo. (aliás, essa informação já está na página principal do site da ALATS);
  • Será feito em 2010 um evento em comemoração aos 31 anos do Teste de Software, no dia 20 de fevereiro;
  • O próximo encontro já tem data marcada. Será no dia 13 de maio de 2009, das 18:30 às 22:30 e será sobre Estimativas. O palestrante ainda é segredo, mas parece que é alguém da ALATS.

Bem pessoal é isso!

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P.S.: O José Correia é o senhor das analogias (quase todas excelentes!!!…as não excelentes foram boas….eu particularmente gosto muito de analogias), aliás, vou até fazer alguns posts, em um futuro breve, sobre algumas delas 🙂 .