WorkFlows com diferentes abordagens do processo de teste de software com a utilização do SCRUM

O tema da 25ª Mesa Redonda DFTestes foi “WorkFlows com diferentes abordagens do processo de teste de software com a utilização do SCRUM”. A discussão teve 5 respostas e 4 participantes, sendo eles: eu, Sarah Pimentel, Ricardo Henrique e Humberto Barboza.

A discussão acabou não sendo tão movimentada como de costume, acredito que por já ter tido uma mesa redonda relacionada ao Scrum antes. Mas mesmo assim, acredito que o conteúdo da mesma pode ser útil, principalmente para aqueles que estão usando o Scrum.

Abaixo, segue o resumo da discussão, quem quiser conferí-la na íntegra é só acessar esse link (necessário ser inscrito no DFTestes).

Quais mudanças ocorrem no workflow quando utilizamos o Scrum?

Na minha opinião, o Scrum sendo um processo iterativo e incremental, acaba forçando o seu workflow a ser baseado em iterações e trabalhando de forma incremental também.

Se você já usa alguma metodologia incremental (ex.: XP), não haverá grandes mudanças.

O Humberto Barboza complementou dizendo:

Concordo quando o Fabrício diz que a mudança maior é na iteratividade. Ressalto ainda:  Como são “tiros curtos” precisamos planejar com eficiência, avaliar os riscos sob o olhar criterioso, priorizar as tarefas / estórias. Sem o devido planejamento, participação nas reuniões é impossível cumprir os prazos estabelecidos porque manter a documentação (Casos de Teste, Roteiros, Rastreabilidade) é extremamente custoso e um dia perdido têm impactos bem grandes.

Quais abordagens casam melhor com o Scrum?

Falando em Teste de Software, acredito que uma das que casa melhor é o Teste Baseado em Riscos (Risk-Based Testing), pois a cada sprint é necessário avaliar os riscos relacionados a mesma e fazer os testes associados aos riscos da sprint.

Como o tempo é bem curto, geralmente cada sprint tem 2 semanas, temos que ter foco nos testes. Por exemplo: num cenário de manutenção de software, é difícil realizar uma regressão de testes manuais completa.

Outra abordagem que destaco é a automação de testes, pois é muito difícil manter o teste de software sustentável sem buscar a automação, uma vez que trabalhamos com ciclos curtos e precisamos entregar valor constante para o cliente e software de qualidade.

Segundo o Humberto Barboza:

Acho que isso depende muito do projeto que trabalhamos. Precisamos sim avaliar os riscos claro que olhando para prazos e custos e perceber a melhor forma de trabalho com o que dispomos.

A metodologia de desenvolvimento de software da equipe de desenvolvimento é o que mais tem impacto no workflow do processo de Teste de Software. Sendo assim, é possível usar Scrum quando a equipe de desenvolvimento não usa?

É possível, mas dificilmente você vai conseguir usar todas as práticas do Scrum e conseguir cumprir as metas da sprint. O Teste de Software está fortemente ligado ao desenvolvimento (como irmãos siameses), por isso o melhor acaba sendo ambos usarem as mesmas metodologias/frameworks.

Mas algumas práticas do Scrum podem ser adotadas, como por exemplo: reunião diária, retrospectiva, quadro kanban e definição de metas de curto prazo.

O Humberto Barboza acredita que é possível, contanto que seja adaptado a nossa realidade:

Penso que sempre é possível, adaptando a metodologia à nossa realidade.

Bem pessoal é isso. Até a próxima!😉

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