Risk-based testing (RBT)

A 22ª Mesa Redonda DFTestes teve como tema “Risk-based testing (RBT)”. A discussão teve 3 respostas e participantes, sendo eles:  eu, Aderson Bastos e Robson Agapito.

A seguir, coloco a discussão na íntegra.😉

Por que usar RBT?

O Aderson Bastos conseguiu responder a pergunta em uma frase:

No risk, no test… (Martin Pol) rs

Na minha opinião, RBT é uma abordagem muito útil para as equipes de teste e que pode ajudar na eficiência dos testes. Afinal, não podemos testar tudo, mas podemos testar o que tem maior risco de falhas.

É possível usar RBT sem ter um gerenciamento de riscos?

Segundo o Aderson Bastos:

Não, pois os riscos mudam e a ingerência destes comprometerá os testes.

Eu acredito que é possível sim, pois a própria equipe de testes poderá discutir quais áreas/funcionalidades da aplicações há maior risco. E é importante lembrar que umas das pessoas mais gabaritadas para realizar uma análise de risco é uma pessoa de teste.🙂

Porém, acredito que o ideal seria que a análise de riscos seja feita junto com o planejamento da sprint/ciclo/projeto e que todos ou os cabeças chaves das equipes possam participar, pois assim, a análise poderá ser feita de forma melhor e todos estarão cientes dos riscos do produto.

Como devemos direcionar os testes usando RBT?

O Aderson Bastos lembrou muito bem da ISO 9126-1:

A ISO/IEC 9126-1 é uma ótima referência neste direcionamento.

Eu vejo que a ideia por trás do RBT é você testar a área que mais dói, portanto e lá que você concentrar os seus esforços iniciais, seja ela, uma funcionalidade com um algoritmo por trás, onde ouve mais mudanças, etc.

E uma vez identificada tal área, é sempre bom lembrar de Pareto, e então tentar descobri o mais cedo possível as falhas, seja usando automação, alocando o testador mais experiente, etc.

Quando utilizamos RBT precisamos focar onde o risco é maior, por isso da necessidade de fazer uma boa análise de riscos, pois senão, você poderá estressar uma área que não era tão importante assim.

Como foram as suas experiências com RBT?

O Aderson Bastos compartilhou as suas experiências dizendo:

É muito difícil usar RBT sem os riscos identificados e gerenciados! rs

Das poucas vezes que me deparei com cenário propício, a abordagem se mostrou bastante eficaz.

O Robson Agapito relatou uma pouco da sua experiência dizendo:

Aqui utilizamos algo parecido com a análise de risco… criamos um processo que não é uma análise de risco completa, mas adaptado ao nosso processo.

Todo requisito que vem para teste classificamos de duas maneiras, o impacto e a probabilidade. Mas falar somente impacto e probabilidade parece muito vago então focamos mais para a equipe de testes o que seria cada uma destas características.

O impacto não muda muito, seria o impacto da funcionalidade do requisito para o negócio que é visualizado para o cliente.

Já a probabilidade, contamos com a probabilidade desta funcionalidade conter defeitos (o risco de se identificar o defeito. Isso é algo específico aqui, pois temos Analistas de Testes experientes com relação ao sistema, isto é, conhecem muito sobre o negócio e o sistema que estão trabalhando. Então fica mais fácil de se identificar os pontos mais críticos para se ter um defeito. Mas nada que uma reunião com os analistas e desenvolvedores não nos faça identificar tal situação.

Com estas duas características identificadas, conseguimos definir a ordem dos testes.

Então temos a probabilidade e o impacto podendo ser classificado como :

1         – Muito Baixo

2         – Baixo

3         – Médio

4         – Alto

5         – Muito Alto

E utilizamos a seguinte ordem para os testes, sempre realizar os testes primeiramente dos requisitos com maior impacto, e para desempate utilizar a probabilidade de se identificar defeito começando pelo Muito Alto e indo até o Muito Baixo nas duas situações.

Com isso conseguimos priorizar, quando necessário, os testes a serem realizados primeiro.

É uma maneira simples e bem parecida (apenas uma pequena parte) da análise de risco.

As minhas foram muito boas! Como disse no começo, era é uma abordagem muito útil e ser usada com outras técnicas, como por exemplo, Teste Exploratório, pode garantir uma boa e eficiente cobertura de teste.

E ela pode direcionar tanto a execução dos testes como as outras atividades, e desta forma, podemos encontrar as falhas de forma mais rápida.

E o interessante do Teste Baseado em Riscos, é que ele pode trazer bons resultados independente da metodologia do projeto. E a sua aplicação faz o teste ser mais inteligente, principalmente pelo fato de estarmos testando com foco e sabendo o porquê.

Saiba Mais

Uma leitura recomendada sobre o assunto, é esse post da Sarah Pimentel.

Bem pessoal é isso. Continuem de olho na lista do DFTestes, pois sempre há assuntos bem interessantes lá, e poderão haver novas respostas nessa mesa redonda.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

3 comentários sobre “Risk-based testing (RBT)

  1. Parabéns!

    Infelizmente ando muito ocupado para acompanhar as discussões em tempo de execução, faço o possível para ler o montante do fds, mas mesmo assim está difícil, enfim, sorry por estar um pouco distante do grupo e das mesas nestes ultimos dias, não faltou vontade…

    Abraços à todos da comunidade,

    – Felipe da Silva

    Responder
  2. @Felipe

    Te entendo perfeitamente, estava sentindo a sua falta nas discussões hehe

    A atuação do pessoal na comunidade é um trabalho extra, e por isso nem sempre dá para a gente manter o mesmo ritmo, afinal temos os nossos compromissos profissionais e pessoais.

    Abraços!

    Responder
  3. Pingback: Pesquisa sobre RBT « QualidadeBR

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s