A Importância do Teste de Software: Caso F1

Esse ano a Fórmula 1, a categoria mais vistosa do automobilismo, completa 60 anos de existência. Ao longo desses anos já passaram pilotos extremamentes talentosos de diversos países. Alguns deles conquistaram vitórias e até campeonatos mundiais, porém nem todos conseguiram bons resultados, e a justificativa para isso é devido ao simples fato da F1 não ser um esporte individual e sim coletivo.

Mas como assim um esporte coletivo? Que eu saiba o piloto é o responsável pelos seus resultados.

Sim o piloto é também responsável pelos seus resultados, mas para obter bons resultados é necessário ter um bom carro, que é construído e configurado pela equipe, um carro com qualidade. Ops, qualidade…

hmmm… então para termos um carro com qualidade é necessário testes, estou certo?

Certíssimo meu caro leitor imaginário, os testes são essencias na Fórmula 1. Sem testes você não tem um carro de F1 e sim uma carroça de F1 (vide figura abaixo).

Bruno Senna pilotando o carro da equipe Hispania

Explicando melhor para quem não acompanha a F1, aliás, para quem trabalha com Teste de Software será muito fácil entender:

Antes de começar o campeonato de Fórmula 1 existi uma pré-temporada, para que os pilotos testem os seus carros e juntamente com a equipe colher informações sobre o carro, para trabalhar no desenvolvimento e melhoria do mesmo. Nesse ano a pré-temporada ocorreu no mês de fevereiro, e a equipe Hispania, estreante na F1 desse ano, não participou dela, por ainda não ter o carro pronto (na minha definição de pronto, eles ainda não tem um carro pronto [um carro que fica quase 10 segundos atrás do primeiro colocado é uma carroça!]), ou seja, a equipe do Bruno Senna, sobrinho do Ayrton, não testou o carro durante a pré-temporada. E o resultado foi a dupla de pilotos da equipe fecharem o grid de largada (nas duas últimas posições).

Hoje em dia a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) limita a quantidade de testes que uma equipe pode fazer, restrigindo apenas a pré-temporada. Antigamente (há uns 3 anos atrás +ou-) não havia essa restrição, e então as equipes que tinham dinheiro (Ferrari, Mclaren e Toyota) testavam MUITO.

A rainha dos testes era a Ferrari, e podemos dizer, acredito eu, que um dos fatores para termos um heptacampeão de F1, um senhor chamado, Michael Schumacher, foi justamente por ele juntamente com a Ferrari realizarem muitos testes, construindo assim um carro campeão.

Michael Schumacher pilotando o F2004, em 2004 ele foi campeão com 148 pontos, 34 pontos a mais do que o segundo colocado, o seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello.

Naquela época em que não haviam restrições para os testes, a Ferrari usava o método TATFT (”Test All The Fucking Time“).😀

Mas hoje não é mais possível isso, pois a política da F1 atual está buscando a igualdade de condições para as equipes, e portanto, todas tem o mesmo tempo para testes.

Conclusão

Assim como no mundo de desenvolvimento de software, os testes são de extrema importância na Fórmula 1, sem eles coloca-se em risco a segurança dos pilotos e a imagem da equipe.

Com as restrições impostas pela FIA, o cenário de testes na F1 está mais parecido ainda com o nosso, pois nós também não temos todo o tempo do mundo e recursos ilimitados para testar, por isso é importante testar de forma efetiva, o que para a F1 significa: em pistas de testes (olha o ambiente de teste aí) com características próximas as pistas da temporada e com uma boa condição meteorológica, pilotos experientes, testar o mais cedo possível, ter um carro com uma boa qualidade interna (o chassi do carro [carros mal nascidos, dificilmente conseguem bons resultados]), fazer um bom planejamento dos testes, excelente coletagem e análise de resultados, etc.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Temporada_de_Fórmula_1_de_2004

Fonte Imagens:

A BELA E A FERA – Flavio Gomes

http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2010/03/12/bonito-feio/

Modelo F2004 – Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michael_Schumacher_Ferrari_2004.jpg

4 comentários sobre “A Importância do Teste de Software: Caso F1

  1. Muito boa a analogia com a Formula 1. Podemos também aproveitar que neste fim de semana teremos a prova de Formula Indy em São Paulo, e ver o que aconteceu com a falta de tempo de testar a pista. Verificou-se a falta de aderência do piso (que é de concreto) e decidiu-se por lixar a pista para gerar ranhuras e aumentar a aderência. Com isso foi necessário transferir o treino de sábado para domingo, e virar a noite trabalhando de última hora com a pista.
    É isso. Planejamento e testes são fundamentais!
    Sidney Galeote

    Responder

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