Acessibilidade – uma questão de qualidade de vida

Esta semana estou participando do primeiro Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência (em breve as minhas impressões do evento no Ensinar).

E hoje tive o prazer de assistir o painel “Acessibilidade Digital e Governo Eletrônico”, no qual o Ricardo Kobashi, Assessor Técnico da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, foi o moderador do painel, e os participantes foram: Tânia Virginia, Superintendente de Operações do Poupatempo; Vagner Diniz, Gerente Geral do Escritório Brasil do W3C; e o Marco Antonio de Queiroz (MAQ), Consultor em Informática do Centro de Vida Independente Araci Nallin e autor do “A Bengala Legal“.

O ponto do painel que achei mais interessante e que abriu a minha visão em relação a acessibilidade e a sua importância na Web, foi a apresentação do vídeo abaixo, produzido pelo Acesso Digital:

A mensagem do vídeo é muito clara. A acessibilidade, não é uma frescura, ou detalhe, é uma questão de inclusão.

Vou utilizar o exemplo dado pelo MAQ, que perdeu a visão em 1978 com 21 anos, para ilustrar a mudança que o computador e a internet causaram na vida de uma pessoa cega:

Antes o cego precisava pedir para uma pessoa ler o jornal para ele. Hoje com o computador, a internet e o software de leitura de “tela” o cego consegue acompanhar as notícias de todo o mundo em tempo real sozinho.

Eu até às 16 horas de hoje, era totalmente ignorante sobre a relação do cego com a internet. E fiquei impressionado como a internet é uma tecnologia capaz de modificar a vida de uma pessoa cega. E profundamente incomodado com o fato de existirem sites que fornecem uma acessibilidade porca, e às vezes, nenhuma, como no caso dos sites feitos em flash.

O Ricardo Kobashi compartilhou a sua experiência em tornar os sites do governo acessíveis, projeto esse que começou com o site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e contou que eles pensavam que tornar um site acessível seria um processo muito complexo e caro, porém para surpresa de todos, tal processo se revelou simples e barato, e deixou o amargo fato: Poderíamos ter feito antes o site.

Ou seja, não é preciso investir milhões para tornar um site acessível, basta seguir padrões e estar de acordo com a lei: decreto 5296lei 10.098 e o Web Content Accessibility Guidelines (WCAG).

Portanto, nós profissionais de Teste e Qualidade de Software, devemos estar atentos a essas leis, padrões e boas práticas, e além disso, buscar sempre fazer testes de acessibilidade com pessoas com deficiência, e é importante, frisar que um site acessível, não é apenas para cegos, mas também para pessoas com deficiência motora, auditiva, etc.

E para encerrar, deixo abaixo uma frase que ouvi em uma das palestras de ontem, é que retrata muito bem a importância da tecnologia para as pessoas com deficiência, é mais ou menos assim:

A tecnologia tornar as coisas mais agradáveis para as pessoas, já para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.

Fique por dentro das novidades, assine o feed do QualidadeBR.

2 comentários sobre “Acessibilidade – uma questão de qualidade de vida

  1. Pingback: Impressões Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência « Blog do Ensinar

  2. Pingback: Acessibilidade – uma questão de qualidade de vida | Qualidade de Software

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s