Como testamos o Basix? – Introdução

Após mais de 100 posts escritos, chegou a hora de falar um pouco sobre algumas experiências que passei, de forma mais detalhada. 😀

E para começar nada melhor do que contar uma das mais interessantes e desafiadoras: o Basix (em japonês aqui).

Assistindo o vídeo abaixo, já dá para perceber um pouco, porque disse que é um desafio e também irá facilitar o entendimento do post 😉

Agora vamos analisar melhor o cenário e as características do projeto, com a visão de Teste de Software:

  • Em 2005 o mundo era diferente: o projeto teve início em 2005, e naquela época não tinhamos nenhum time de testes na empresa (eu nem trabalhava na Voice), além disso, na época Teste de Software não era tão comentado como é hoje, mal haviam publicações brasileiras sobre a área, para ter idéia nem o DFTestes existia;
  • É uma solução IP-Centrex: contratar pessoas para testar um sistema Web é uma coisa, agora contratar pessoas para testarem um PABX IP, utilizando SIP e num ambiente Linux, é algo muito mais complicado;
  • A complexidade do projeto é muito alta: como foi dito no vídeo “O Basix faz tudo que um PABX comum faz”, mas na verdade o Basix faz muito mais do que um PABX faz. Além das funcionalidades de call control, há um sistema Web, onde é possível realizar as configurações do sistema. Isso sem falar sobre a parte de alta disponibilidade e performance, essa merece um post exclusivo;
  • Se testar já é difícil, imagine gerenciar: gerenciar a área de testes não é uma missão fácil por vários motivos:
    • Prazos apertados;
    • Falta de conhecimento dos integrantes do time;
    • Versões em paralelo;
    • Versões com muitas funcionalidades e correções.
  • Ambiente de teste: o ambiente da produção possui equipamentos muito caros, que não são possíveis de ser adquiridos para o ambiente de teste, além disso, há diferenças entre a infra-estrutura dos dois sites (Brasil e Japão);
  • Automatização dos testes: automatizar os testes é a atitude ideal para as características do projeto, porém qual ferramenta eu posso utilizar para automatizar uma transferência cega com REFER, por exemplo?
  • O desenvolvimento do projeto é incremental: nada de testar só no final do projeto, o time de testes começa a trabalhar desde as primeiras reuniões de definições do escopo;
  • Alta qualidade: a Brastel, parceira e cliente, é uma empresa japonesa, e o fato de ter sido fundada por brasileiros, não alivia nem um pouco a expectativa e cobrança pela qualidade do Basix.

Por hoje é só pessoal. Contei por enquanto apenas os desafios, nos futuros posts irei falar como lidamos com eles, ou seja, a parte mais interessante. 🙂

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