Técnicas de Integração de Sistema – Big Bang e Sandwich

Para finalizar a série de posts sobre técnicas de integração de sistema, irei abordar a técnica Big-bang e a Sandwich.

Big-Bang

big-bang

Na técnica Big-bang, os módulos são testados isoladamente e depois integrados de uma só vez, como pode ser visto na figura abaixo.

Integração usando a técnica Big Bang

Para executar uma integração usando a técnica Big-bang necessitamos de stubs e drives para testar os módulos isoladamente.

Ela é normalmente usada devido às pressões do dia a dia e os testes são aplicados para demonstrar uma operabilidade mínima do sistema.

O maior problema do uso da técnica Big-bang é caso haja alguma falha na interface de um módulo com outro, pois neste caso, será difícil ser preciso e encontrar a causa da falha. Já que ela é uma técnica que usa uma abordagem não incremental.

Vantagens

  • Conveniente para sistemas pequenos

Desvantagens

  • Necessita de drivers e stubs para cada módulo;
  • Só permite o teste em paralelo no início dos testes;
  • Localização difícil da falha;
  • Fácil perder falhas de interface.

Sandwich

Sanduíche de mortadela do Bar do Mané no Mercadão SP

Na técnica Sandwich, um sistema é integrado misturando a técnica Top-down com a Botton-up, dividindo o sistema em três camadas:

  • Lógica – camada que contém os módulos que são mais frequentemente chamados. Esta camada é testada utilizando a técnica Bottom-up;
  • Meio (middle) – são os restantes dos módulos;
  • Operacional- camada que contém os módulos principais, do ponto de vista operacional. Sendo testada utilizando a técnica Top-down.

Muitas vezes uma abordagem combinada Top-down para os níveis superiores e Botton-up para os níveis inferiores pode ser o melhor ajuste para o teste de integração da sua aplicação. Se os níveis superiores da estrutura do programa forem integrados de cima para baixo, o número de drivers pode ser reduzido substancialmente na integração dos módulos inferiores. Agora se os módulos inferiores forem integrados de baixo para cima, o número de clusters (módulos que executam uma sub-função do sistema) pode ser reduzido substancialmente na integração dos módulos superiores.

Usando a técnica Sandwich a integração é mais flexível e adaptativa, porém ela é mais complexa de ser planejada.

Comparação

Para encerrar o último post dessa série, segue abaixo, uma tabela comparativa das 4 técnicas de integração que vimos nessa série:

Tabela Comparativa

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Fonte:

Chapter 8 – Testing the Programs, Software Engineering: Theory and Practice: wps.prenhall.com/wps/media/objects/3087/3161346/slides08.ppt

V. Binder. Testing Object-Oriented System: Models, Patterns, and Tools. Addison Wesley, 2000.

Aula 13 – Teste de Software, Walter de Abreu Cybis: http://www.inf.ufsc.br/~cybis/ine5322/Aula13_Teste_de_SW_cont.pdf

System Integration, Dr. Stéphane S. Somé. University of Ottawa: http://www.site.uottawa.ca/~ssome/Cours/SEG3203/integration.pdf

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