Testes de sobrevivência

Pessoal, há um tempo atrás publiquei um artigo sobre os tipos de testes, Teste Estrutural (White Box) X Teste Funcional (Black Box), no qual disse que iria detalhar cada técnica de teste em futuros artigos. Pois bem, como dizem “promessa é divida” e aqui inicio falando sobre testes de sobrevivência.

Segundo o livro Base de conhecimento em teste de software, os testes de sobrevivência avaliam a capacidade do software de continuar operando mesmo quando algum elemento (software ou hardware) fica inoperante ou pára de funcionar. Ou seja, seria uma versão do programa “No Limite” para o software, no qual iriamos verificar o comportamento  do mesmo, em situações atípicas. Por exemplo: queda de um dos servidores utilizados, queda do banco de dados, etc.

Logicamente, não é cobrado que a aplicação continue funcionando normalmente em tais situações, o que é verificado é o comportamento dela nessas situações. A aplicação deverá está preparada para enfrentar esses “desastres”, por exemplo: uma aplicação bancária ao perder conexão com o banco de dados, deverá parar as suas execuções atuais e informar ao(s) usuário(s) do ocorrido e quando a conexão com a base de dados for restabelecida ela deverá dá um rollback nas execuções que foram paradas.

Outro objetivo dos testes de sobrevivência é conhecer os limites do software, para que em produção evite-se submeter-lo a tais situações. Podendo até esse limite tornar-se uma restrição do software. Uma analogia pode ser feita com o elevador, no qual há uma restrição quanto a quantidade de passageiros máximos ou peso máximo que o mesmo pode transportar, pois foi realizado testes previamente, que revelaram que caso essa restrição não seja respeitada o elevador corre risco de quebra.

Por fim, podemos concluir que os testes de sobrevivências são essenciais para aplicações críticas, pois irão revelar os seus limites e ajudará a equipe a tomar decisões para prevenir tais situações.

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Fonte:

Bastos, A.; Rios, E.; Cristalli, R. & Moreira, T. Base de conhecimento em teste de software. São Paulo, Martins Fontes, 2007.

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