O uso do termo bug já é antigo, dizem que ele foi criado por Thomas Edison quando um inseto causou problemas de leitura em seu fonógrafo em 1878.
O primeiro bug em computadores possivelmente ocorreu em 1947. Quando os engenheiros que trabalhavam com o Harvard Mark I, o primeiro computador digital automático de larga escala desenvolvido nos EUA, encontraram uma traça entre seus circuitos, que causou um erro nos cálculos da máquina, prenderam-na no livro de registro e rotularam-na como o “primeiro bug” encontrado, como vemos na figura 1.
Naquela época, havia literalmente bugs, devido as proporções gigantescas dos computadores (figura 2), que serviram de abrigo para vários insetos e até para ratos. Situação essa, que em muitas vezes ocasionava problemas no sistema.

Figura 1 (retirada do myoldmac)

Figura 2 (retirada de IBM Archives )
Mas e hoje, em pleno século XXI por que os bugs ainda fazem parte das notícias de TI e são tão freqüentes?
Errar é humano.
Essa frase tão prolixa é o motivo da existência dos bugs, afinal por mais experiente que seja o programador, ele também é humano (embora alguns duvidem) e passa por dias ruins. No entanto, não é no desenvolvimento que ocorre a maioria dos bugs, segundo informações do QAI (Quality Assurance Institute), 36% dos erros encontrados nos softwares são provenientes da codificação, e os outros 64% são erros de desenho e análise.
Um exemplo dessa proporção é o bug mais famoso do mundo, o bug do milênio. Quem não se lembra do temor causado na passagem do ano de 1999 para 2000, devido ao armazenamento de datas com apenas 2 dígitos para o ano, ficando os restantes implicitamente entendidos como sendo “19″. Desta forma cada data armazenada deixava de ocupar oito bytes (dois para o dia, dois para o mês e quatro para o ano), e passava a ocupar somente seis bytes (somente dois no ano). Assim, quando o calendário mudasse de 1999 para 2000 o computador iria entender que estava no ano de “19″ + “00″, ou seja, 1900.
E a decisão do uso de apenas 6 bytes, ocorreu devido a necessidade real de economia de memória e espaço de armazenamento. Hoje isso parece insignificante, mas na época isso foi o suficiente para justificar a adoção do padrão, tamanho o custo das memórias e dispositivos de armazenamento.
Para resolver o problema, velhos programadores de COBOL foram tirados da aposentadoria, para voltar a trabalhar em sistemas muitas vezes desenvolvidos por eles mesmos, vinte anos antes. Pagando-se a eles 1 dólar por linha revisada.
O bug do milênio foi um marco para a Qualidade e Teste de Software, no qual percebeu-se o quanto uma falha pode custar caro e como até mesmo o risco de tal, pode abalar empresas e levar a perda de dinheiro e credibilidade. Tirando como lição aprendida a importância do processo de testes, durante o desenvolvimento do software, para que se possa minimizar a probabilidade e o impacto dos riscos e diminuir o número de defeitos.
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